
Centrais sindicais promovem panfletagem no Brás pela redução da jornada e fim da escala 6×1, com participação dos metalúrgicos de SP
As centrais sindicais realizaram, nesta segunda-feira, 31 de agosto, uma panfletagem no Largo da Concórdia e na região da Estação Brás, em São Paulo.
Panfletagem
Durante a atividade, dirigentes distribuíram materiais defendendo a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, além do fim da atual escala de trabalho 6×1.
Além disso, sindicalistas conversaram com trabalhadores que circulavam pela região, buscando ampliar o apoio popular às mudanças defendidas pelo movimento sindical brasileiro nesta semana decisiva.
A mobilização desta segunda-feira também deu continuidade aos atos realizados no domingo, 30 de agosto, em diferentes cidades brasileiras, fortalecendo nacionalmente a reivindicação dos trabalhadores.
Em São Paulo, dirigentes sindicais e trabalhadores participaram do ato no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, defendendo redução da jornada e mais descanso.
Centrais intensificam mobilização antes da votação
As centrais sindicais intensificam as mobilizações porque a Comissão de Constituição e Justiça do Senado deverá analisar, nesta quarta-feira, 2 de setembro, a PEC 221/2019.
A proposta recebeu parecer favorável do relator, senador Omar Aziz, que manteve o texto aprovado pelos deputados na Câmara, evitando alterações nesta etapa da tramitação.
Além disso, Omar Aziz rejeitou as 12 emendas apresentadas por senadores, medida que preserva o conteúdo aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados durante a votação.
O texto reduz gradualmente a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de repouso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.
Pela proposta, dois meses após eventual promulgação, a jornada cairá para 42 horas semanais e os trabalhadores passarão a ter dois dias de descanso remunerado.
Posteriormente, após 12 meses da promulgação, o limite máximo cairá definitivamente para 40 horas semanais, mantendo salários e garantindo mais tempo de descanso aos trabalhadores.
“Jornada menor abre postos de trabalho, melhora a qualidade de vida da classe trabalhadora, traz mais produtividade e beneficia toda a sociedade”, disse o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.
O sindicalista acrescentou que além das ações nas ruas, o Sindicato dos Metalúrgicos, do qual é presidente, participa da coleta de assinaturas pela redução da jornada, iniciativa organizada conjuntamente pelos sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos.
“As assinaturas coletadas serão encaminhadas ao Senado Federal, reforçando a reivindicação dos trabalhadores pela aprovação da redução da jornada, sem redução salarial, e fim da escala 6×1”, explica o líder sindical que também é presidente da CNTM e da Força Sindical.
Caso a CCJ aprove o parecer, a proposta seguirá para o Plenário do Senado, onde precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos.
Se os senadores aprovarem o mesmo texto da Câmara a proposta poderá seguir diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional, concluindo sua tramitação.
Panfletagens continuam em São Paulo
As centrais sindicais manterão a mobilização durante esta semana, levando informações aos trabalhadores e ampliando a defesa da aprovação da proposta no Senado Federal.
Na terça-feira, 1º de setembro, as entidades realizarão novas panfletagens no Terminal Parque Dom Pedro e na Rua 25 de Março, região central da capital paulista.
Já na quarta-feira, 2 de setembro, a mobilização continuará no Largo 13, em Santo Amaro, justamente no dia previsto para análise da proposta na CCJ.
Dessa forma, as centrais sindicais pretendem ampliar a mobilização nas ruas, enquanto os metalúrgicos reforçam a luta pela redução da jornada e fim da escala 6×1.
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