PUBLICADO EM 07 de jul de 2026

IA no jornalismo: FENAJ cobra regulamentação urgente

FENAJ alerta para entrevistas fictícias geradas por IA e defende regras para proteger a credibilidade, a ética e o trabalho jornalístico

IA no jornalismo: FENAJ cobra regulamentação urgente

A Federação Nacional dos Jornalistas alertou para os riscos do uso irresponsável da inteligência artificial após identificar uma reportagem baseada em entrevistas simuladas com fontes inexistentes.

O site Giro 10, hospedado no Portal Terra, publicou conteúdo sobre saúde e informou que a matéria foi produzida “com uso de Inteligência Artificial” generativa.

Além disso, o texto apresentou “entrevistas simuladas” com “especialistas imaginários” e “fictícios”, incluindo profissionais de saúde inexistentes usados como fontes para sustentar informações publicadas livremente.

Assim, a publicação atribuiu declarações a pessoas inexistentes e utilizou linguagem jornalística para conferir credibilidade a informações sobre saúde apresentadas ao público leitor sem comprovação.

Entretanto, o episódio não representa caso isolado. Em 2024, a Editora Abril retirou centenas de textos do site Bebê após denúncias envolvendo conteúdo irregular publicado.

Segundo a denúncia, os responsáveis atribuíram as matérias a uma jornalista fictícia e também copiaram trechos de conteúdos publicados anteriormente por outros veículos concorrentes brasileiros.

Por isso, a FENAJ defende regras sobre responsabilidade editorial, transparência e limites éticos para ferramentas capazes de produzir conteúdos usando informações disponíveis livremente na internet.

A entidade também alerta que empresas utilizam recursos de inteligência artificial para precarizar condições de trabalho, ameaçando empregos e direitos trabalhistas dos profissionais jornalistas brasileiros.

Além disso, a ausência de regulamentação conflita com princípios básicos do jornalismo, entre eles credibilidade, checagem independente dos fatos e responsabilidade social na informação divulgada.

A FENAJ considera urgente mobilizar jornalistas, empresas e Congresso Nacional para regulamentar a inteligência artificial e proteger a credibilidade do jornalismo brasileiro profissional.

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