PUBLICADO EM 08 de abr de 2020
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Colunista Francisca Rocha

Solidariedade cresce em meio à pandemia do coronavírus

Por causa da falta de ação do governo federal e de grande parte dos governadores e prefeitos em realizar projetos em favor dos mais carentes, a sociedade civil organizada se mobiliza para distribuir cestas básicas para os que mais sentem os efeitos do isolamento social para enfrentar a pandemia.

Com a falta de ação governamental em favor da classe trabalhadora, os movimentos sociais, movimento sindical e partidos políticos progressistas se unem para a solidariedade aos mais carentes e, ainda, sem apoio da mídia burguesa que só pensa em ações assistencialistas de parcos resultados práticos.

Até o momento, poucos empresários garantem o salário integral de seus funcionários em quarentena. Outros dão férias coletivas jogando sobre os ombros dos trabalhadores o ônus da crise e outros agem ainda pior suspendendo contratos sem o pagamento de salários e outros simplesmente demitem.

Mas a solidariedade prevalece com os movimentos sociais fazendo o que os governantes deveriam fazer. As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo criaram o site para receber e organizar a distribuição de cestas básicas para trabalhadores informais e desempregados, principalmente para os moradores das periferias. A campanha foi lançada nesta terça-feira (7) e está a todo vapor. Para colaborar basta entrar no site e clicar em Quero Doar.

A Central Únicas das Favelas (Cufa) também propicia em seu site a possiblidade de doação para a distribuição de cestas básicas para a população favelada. Basta entrar no site www.cufa.org.br
A União Brasileira de Mulheres do município de São Paulo criou a plataforma Isolamento sem Fome com o mesmo propósito. Por isso, quem puder ajudar basta clicar em Doe Agora. A sua doação certamente ajudará a salvar muitas vidas. Principalmente porque o governador de São Paulo, João Doria ainda não distribui a merenda escolar para as famílias em isolamento.

Aliás, Doria quer efetivar um ensino à distância sem nenhuma ação que propicie o desenvolvimento pleno do trabalho das professoras e professores e sem levar em conta que boa parte da população não tem acesso à internet.

Todas as ações de solidariedade aos mais necessitados mostram que o mundo será outro após vencermos o coronavírus. Certamente a novidade será a forte solidariedade como forma de superarmos as desigualdades tão profundas em nossa sociedade.

Como estamos vendo as trabalhadoras e trabalhadores da saúde na frente de batalha para conter a pandemia com grande abnegação e sem todos os equipamentos adequados para a sua própria segurança.

Merecem, portanto, todo o nosso reconhecimento e agradecimento, assim como quem trabalha na manutenção da limpeza e coleta de lixo, na produção de alimentos no campo e na cidade. na comercialização e distribuição de alimentos, além dos caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo.

Como diz Chico Buarque: “Os tempos de crise são também momentos de criatividade e afeto”. Um novo mundo espera por nós.

Francisca Rocha é secretária de Assuntos Educacionais e Culturais do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), secretária de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB-SP).

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