PUBLICADO EM 13 de mar de 2020
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Colunista Francisca Rocha

Greve Geral Nacional da Educação no dia 18 para salvar o Brasil da mediocridade

As professoras e professores da educação básica fecharão as escolas na quarta-feira (18) em todo o país para salvar a educação pública dos sucessivos ataques promovidos pelo atual governo, com discurso beligerante contra os profissionais da educação e contra as servidoras e servidores públicos.

Os ataques à educação e aos servidores públicos fazem parte das bandeiras do golpe de Estado de 2016, com seu o projeto neoliberal. Os golpistas querem acabar com a Constituição, promulgada em 1988, mais avançada que o país já teve e com os direitos trabalhistas, retrocedendo décadas nas relações do trabalho com o capital, sempre em favor do grande capital multinacional.

Jair Bolsonaro aprofunda ainda mais o desprezo pelo conhecimento e pelos interesses nacionais. Educação para eles é luxo e ao povo só cabe lixo. Assim como João Doria em São Paulo, o objetivo é privatizar a educação para que as filhas e filhos da classe trabalhadora sejam mantidos na ignorância e não reivindiquem seus direitos, nem combatam a exploração que se exacerba dia a dia.

Se isso já não bastasse para paralisar o país, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) corre risco de ser extinto. As professoras e professores lutam pela aprovação do Fundeb permanente e com mais recursos porque a maioria absoluta dos 5.570 municípios depende do Fundeb para manter as escolas públicas.

Por esses motivos a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação convoca a Greve Geral Nacional da Educação Pública nesta quarta-feira (18) como maneira de salvar o Brasil da mediocridade bolsonarista, que aprofunda a crise, sem nenhuma medida para tirar o país do fundo do poço.

A paralisação das professoras e professores ganha adesão dos estudantes por causa dos cortes promovidos nas verbas destinadas às universidades federais, comprometendo os projetos de pesquisa e extensão, acabando com a ciência e dificultando a manutenção dessas universidades, além de defender a contratação de professores sem concurso.

A paralisação é uma forma de mostrar nossa unidade em torno da defesa da educação pública como propulsora do desenvolvimento nacional. Podemos cruzar os braços e dar o nosso recado para a sociedade de que o país só sairá da crise com outro projeto de desenvolvimento, sem a tutela do Fundo Monetário Internacional, com valorização do trabalho, criação de empregos e salários dignos.

Francisca Rocha é secretária de Assuntos Educacionais e Culturais do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), secretária de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB-SP).

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