
Com ministros e centrais, 1º de Maio dos metalúrgicos de SP reforça pressão por direitos. Na foto, o pré- candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes realizou um ato marcado por forte conteúdo político neste Dia do Trabalhador, reunindo dirigentes sindicais, trabalhadores e lideranças públicas em um auditório lotado. A atividade evidenciou não apenas a mobilização da categoria metalúrgica, mas também a articulação entre o movimento sindical e setores do campo político em torno de um projeto de desenvolvimento com inclusão social.
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A mesa do evento contou com a presença dos ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, além do deputado Alex Manente, entre outras autoridades, como o próprio presidente do Sindicato, Miguel Torres, e o presidente do Sindicato da Saúde (SinSaúdeSP), Jefferson Caproni. As falas convergiram para a defesa de um modelo de crescimento econômico articulado à valorização do trabalho, indicando a centralidade da agenda trabalhista no debate político nacional.

Simone Tebet, Fernando Haddad, Miguel Torres, Marina Silva e Jefferson Caproni no 1º de Maio dos metalúrgicos de SP reforça pressão por direitos
Reeleição e redução da jornada
Segundo informações do O Estado de S. Paulo, Haddad afirmou que trabalhará “na escala 7 por 0” pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou avanços do atual governo nas áreas sociais, além da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O ministro também avaliou haver ambiente favorável na Câmara dos Deputados para o avanço da redução da jornada para o modelo 5×2, com 40 horas semanais.
Já a Folha de S.Paulo informou que Haddad elevou o tom político ao comentar o cenário eleitoral. Segundo o jornal, o ministro afirmou que o empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro em pesquisas recentes seria resultado de uma “lavagem cerebral coletiva”. Ele também reiterou que adotará uma rotina de “escala 7×0” na campanha e reforçou a defesa da mudança na jornada de trabalho, vinculando a pauta trabalhista à disputa política nacional.
A fala de Simone Tebet, também registrada pelo Estadão, reforçou o caráter social da proposta ao defender que a redução da jornada é compatível com o desenvolvimento econômico e essencial para garantir tempo de descanso, convivência familiar e qualidade de vida aos trabalhadores.
Papel do movimento sindical
Presidente da Força Sindical, da CNTM e do sindicato anfitrião, Miguel Torres destacou o papel do movimento sindical na disputa por direitos e na construção de políticas públicas.
“Nossa missão é enfrentar os desafios diários para assegurar cada direito conquistado ao longo da nossa história. Não basta manter o que temos; precisamos avançar para que o trabalhador tenha uma vida verdadeiramente digna. Hoje, esse desejo de mudança é simbolizado pela nossa luta incansável pelo fim da escala 6×1”, afirmou.
O ato também reforçou o caráter estratégico da pauta do fim da escala 6×1, apresentada como uma reivindicação que ultrapassa o campo estritamente trabalhista e se insere no debate sobre saúde pública e justiça social. A proposta busca compatibilizar crescimento econômico com melhores condições de vida, enfrentando o desgaste físico e mental imposto por jornadas exaustivas.
Ao reunir diferentes atores políticos e sindicais, o 1º de Maio dos metalúrgicos de São Paulo reafirmou a disposição da classe trabalhadora de intervir no debate público e influenciar os rumos do país. A mobilização evidenciou uma agenda que combina organização sindical, pressão política e defesa de direitos, projetando o trabalho como eixo central de um projeto nacional mais justo.
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