PUBLICADO EM 22 de maio de 2026

Centrais sindicais reforçam solidariedade a Cuba

Centrais sindicais brasileiras denunciam agressões dos EUA contra Cuba e manifestam solidariedade ao povo cubano e ao líder revolucionário Raúl Castro

Centrais sindicais reforçam solidariedade a Cuba

As centrais sindicais brasileiras manifestaram solidariedade ao governo cubano diante das acusações promovidas pelos Estados Unidos contra o general Raúl Castro, importante liderança revolucionária cubana.

As entidades denunciaram sucessivas violações do espaço aéreo cubano realizadas por organizações hostis, especialmente entre os anos de 1994 e 1996, reiteradamente.

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De acordo com as centrais, o governo estadunidense utiliza o incidente envolvendo aeronaves da organização Hermanos al Rescate para ampliar pressões políticas e diplomáticas contra Cuba atualmente.

Na avaliação das entidades, Cuba exerceu seu direito legítimo de autodefesa, respaldado pela Carta das Nações Unidas e pelas normas internacionais da aviação civil.

Entretanto, os sindicalistas afirmaram que os Estados Unidos ignoram princípios do Direito Internacional ao intensificar ações políticas, econômicas e militares contra o governo cubano.

Crise energética

As centrais destacaram ainda que o bloqueio econômico agrava profundamente a crise energética enfrentada pela população cubana, comprometendo serviços públicos, abastecimento e condições sociais.

As entidades alertaram que novas tensões geopolíticas poderão ampliar dificuldades humanitárias na ilha, atingindo principalmente trabalhadores e setores populares mais vulneráveis atualmente.

Em nota conjunta, os dirigentes sindicais também criticaram ações atribuídas à extrema direita estadunidense, classificando medidas recentes como provocativas, agressivas e contrárias à soberania cubana.

O documento reafirmou a defesa da paz entre os povos, rejeitou conflitos internacionais e reforçou posicionamentos históricos das centrais sindicais contra práticas imperialistas mundiais.

Assinaram a manifestação Sérgio Nobre (CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (UGT), Adilson Araújo (CTB), Antonio Neto (CSB) e Sonia Zerino (Nova Central), representantes das principais centrais sindicais brasileiras atualmente.

Para as entidades, a solidariedade internacional permanece fundamental diante das disputas geopolíticas contemporâneas, especialmente quando trabalhadores enfrentam consequências econômicas, sociais e humanitárias severas diariamente.

Leia a nota na íntegra:

Centrais Sindicais manifestam solidariedade a Cuba

Cuba enfrenta mais uma ofensiva infame do imperialismo estadunidense, baseada em falsas acusações contra o general RaúlCastro, irmão de Fidel Castro e uma das principais lideranças da Revolução de 1959.

O governo da ilha socialista é alvo de reiteradas violações de seu espaço aéreo com fins hostis. Agora, o governo extremista que ocupa a Casa Branca manipula um incidente ocorrido em fevereiro de 1996, nesse contexto de agressões e violações, que resultou no abatimento de duas aeronaves operadas pela organização terrorista Hermanos al Rescate, sediada em Miami. À época, Raúl Castro exercia o cargo de ministro da Defesa.

Essa organização realizou mais de 25 violações graves e deliberadas do espaço aéreo cubano entre 1994 e 1996, em flagrante desrespeito ao Direito Internacional e à própria legislação dos Estados Unidos.

Ao criminalizar uma ação de autodefesa amparada pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago sobre Aviação Civil Internacional e pelos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade, os Estados Unidos buscam, na realidade, criar justificativas para intensificar sua política de agressão contra Cuba.

O povo cubano já enfrenta enormes dificuldades decorrentes do bloqueio econômico e de uma severa crise energética, que impacta diretamente o abastecimento, os serviços públicos e as condições de vida da população. A imposição de mais uma escalada de tensão geopolítica e de novas medidas de hostilidade apenas agravará a crise humanitária vivida pela ilha, penalizando sobretudo os trabalhadores e o povo mais pobre.

Em um cenário marcado pela crise e decomposição da velha ordem mundial, o governo dos Estados Unidos atua à margem do Direito Internacional, recorrendo à supremacia econômica e militar para impor ao mundo a lógica da força e da intimidação.

Diante de mais essa injustiça, as centrais sindicais brasileiras manifestam sua solidariedade ao governo cubano e ao herói da Revolução Socialista, Raúl Castro, ao mesmo tempo em que repudiam as provocações, agressões e ameaças promovidas pela extrema direita trumpista.

Pela paz entre os povos!

Não à guerra!

Abaixo o imperialismo!                                                                                     

São Paulo, 21 de maio de 2026

 

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)

Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

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