O Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações, o SINTETEL, denuncia abusos cometidos pela Callink.
De acordo com relatos, a empresa intensifica práticas que precarizam relações e desrespeitam direitos trabalhistas básicos.
Além disso, o Sindicato afirma que a situação se agravou recentemente. Medidas adotadas pela empresa afetam diretamente a dignidade e a saúde mental dos trabalhadores.
Entre os casos mais graves, a empresa passou a exigir selfies com atestados médicos. A prática impõe constrangimento e viola princípios legais relacionados à privacidade e boa-fé.
Consequentemente, o SINTETEL alerta que a exigência pode ferir a legislação vigente, incluindo normas da Lei Geral de Proteção de Dados, ao envolver dados pessoais sensíveis.
O Sindicato ressalta que atestados médicos possuem validade legal e não exigem comprovações adicionais. Portanto, a exigência de selfies configura abuso e possível assédio moral.
Desigualdade salarial
Outra denúncia relevante envolve diferenças salariais entre supervisores. Trabalhadores antigos recebem menos que novos contratados, apesar de exercerem a mesma função e responsabilidades equivalentes.
Além disso, profissionais mais experientes participaram do treinamento dos novos colegas. Ainda assim, recebem salários inferiores, o que reforça a desigualdade e desvaloriza a experiência acumulada.
Diante disso, o SINTETEL cobra correção imediata das distorções salariais. A entidade defende o princípio de trabalho igual, salário igual como base das relações laborais.
Paralelamente, a empresa não respondeu à solicitação de reabertura das negociações sobre a Participação nos Lucros e Resultados, após rejeição da proposta em assembleias.
Segundo o Sindicato, o silêncio da empresa demonstra desrespeito aos trabalhadores. A categoria reivindica reconhecimento efetivo por sua contribuição direta nos resultados empresariais.
Entretanto, após mobilização dos trabalhadores, a empresa sinalizou que não haverá retaliações. Também confirmou reunião com o Sindicato para discutir os problemas denunciados.
Por fim, o SINTETEL reforça que seguirá mobilizado. A entidade afirma que não aceitará retrocessos e continuará defendendo respeito, valorização profissional e condições dignas de trabalho.
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