PUBLICADO EM 29 de maio de 2026

Negociações continuam e greve nas empreiteiras do setor elétrico é suspensa até 2 de junho

Trabalhadores do setor elétrico rejeitam proposta em assembleias. Entenda os motivos da greve no setor elétrico em São Paulo.

Os trabalhadores do setor elétrico estão mobilizados. Acompanhe as últimas notícias sobre a greve no setor elétrico e a campanha salarial.

Os trabalhadores do setor elétrico estão mobilizados. Acompanhe as últimas notícias sobre a greve no setor elétrico e a campanha salarial.

Os trabalhadores das empresas empreiteiras do setor elétrico rejeitaram nesta quarta-feira (27) a contraproposta apresentada pelo Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado de São Paulo (Sindinstalação).

A decisão foi tomada em assembleias realizadas nas bases das empresas Conecta, PSE, Start, Engelmig, Engeserv, Lig Vale, Alpitel, Manserv, Cena Land e B. Tobace, conduzidas por dirigentes do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (STIEESP).

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Os trabalhadores seguem mobilizados na Campanha Salarial 2026/2027, mas a greve prevista para o dia 28 esta semana foi suspensa por determinação da Justiça do Trabalho. Em audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), o desembargador Francisco Ferreira Jorge Neto determinou a continuidade das negociações entre o STIEESP e o Sindinstalação, estabelecendo a chamada “cláusula de paz” até o dia 2 de junho.

A decisão ocorre após a forte reação da categoria à contraproposta patronal apresentada na semana passada. Em assembleias realizadas nas bases das empresas Conecta, PSE, Start, Engelmig, Engeserv, Lig Vale, Alpitel, Manserv, Cena Land e B. Tobace, os trabalhadores rejeitaram a proposta por considerá-la rebaixada e insuficiente para atender às reivindicações da campanha salarial.

Segundo o STIEESP, diversos pontos da contraproposta patronal foram questionados pelo próprio Tribunal durante a audiência. O desembargador pediu prudência às partes e reforçou a necessidade de preservar o processo de negociação em busca de um entendimento que contemple avanços para a categoria.

Nova proposta até sexta-feira

De acordo com o sindicato, as discussões realizadas no TRT resultaram na construção de uma nova contraproposta com avanços em alguns pontos. Ficou definido que o Sindinstalação deverá apresentar uma nova versão da proposta até sexta-feira, 29 de maio.

A expectativa dos dirigentes sindicais é que o patronal reveja itens considerados fundamentais pelos trabalhadores, como a valorização dos pisos salariais, melhorias nos benefícios, avanços na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e mudanças na jornada de trabalho.

Greve suspensa temporariamente

A Justiça determinou novamente a aplicação da chamada “cláusula de paz”, o que impede a realização de greve ou paralisações durante este período final de conciliação.

Com isso, a categoria concordou em aguardar a apresentação da nova proposta patronal antes de deliberar sobre eventuais medidas de mobilização. A proposta será discutida com os trabalhadores no próximo dia 2 de junho.

Categoria foi consultada nas bases

A pedido do TRT, dirigentes do STIEESP percorreram as bases das empresas desde as primeiras horas da manhã para dialogar com os trabalhadores sobre os encaminhamentos definidos na audiência.

As assembleias consultaram a categoria sobre a possibilidade de aguardar a apresentação da nova proposta patronal e manter o processo de negociação aberto até a próxima rodada de discussões.

O sindicato afirma que a mobilização permanece forte e que os trabalhadores seguem atentos aos desdobramentos da campanha salarial.

Contraproposta patronal continua sendo alvo de críticas

A rejeição da proposta apresentada anteriormente permanece válida. Segundo o STIEESP, o texto patronal reduziu significativamente a PLR discutida na mediação do TRT, manteve a escala 6×1, preservou mecanismos considerados punitivos no vale-alimentação e adiou a aplicação dos novos pisos salariais.

As informações detalhadas sobre a proposta patronal e a proposta construída durante a mediação do Tribunal podem ser consultadas no boletim do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, que será anexado a esta matéria.

Enquanto aguardam a nova rodada de negociações, os eletricitários mantêm o estado de mobilização e reforçam que a continuidade do diálogo dependerá da apresentação de uma proposta que efetivamente contemple as reivindicações da categoria.

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