
Schioppa – Rua Álvaro do Vale, 284, Vila Carioca, 7h. Adriano Lateri, dirigente dos Metalúrgicos de São Paulo e Vice Presidente da Força Sindical/SP comanda assembleia
A mobilização de trabalhadores, centrais sindicais e parlamentares favoráveis à redução da jornada de trabalho começou a produzir efeitos no Senado. Após intensa pressão nas redes sociais e articulação sindical junto aos parlamentares, ao menos três senadores retiraram suas assinaturas de apoio à proposta apresentada pela oposição como alternativa à PEC do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados. A proposta do senador Rogério Marinho retira o Descanso Semanal Remunerado (DSR), a chamada PEC 7×0.
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Segundo informações publicadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, os senadores Zequinha Marinho (Podemos-PA), Romário (PL-RJ) e Cleitinho (Republicanos-MG) recuaram do apoio à proposta articulada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).
O texto alternativo defendido pela oposição previa a flexibilização da jornada de trabalho por meio do pagamento por hora trabalhada. Críticos da proposta afirmavam que a medida poderia enfraquecer a proteção aos trabalhadores e abrir espaço para jornadas excessivas, motivo pelo qual passou a ser apelidada nas redes sociais de “PEC da jornada 7×0”.
Diálogo com senadores
Além da repercussão nas plataformas digitais, dirigentes sindicais intensificaram o diálogo direto com os senadores em seus estados. Desde o início desta semana, representantes das centrais vêm cobrando a retirada das assinaturas e a defesa da proposta aprovada pela Câmara, que prevê a redução da jornada sem redução salarial.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Zequinha Marinho justificou sua decisão afirmando que recebeu informações de que a proposta alternativa retiraria a participação dos sindicatos nas negociações trabalhistas.
“Acabo de receber a informação de que a PEC retira a presença do sindicato das negociações e isso a gente não pode admitir”, declarou o senador paraense.
Outro parlamentar que anunciou a retirada do apoio foi Cleitinho. Em pronunciamento no plenário do Senado, ele afirmou que passou a defender a tramitação prioritária da proposta aprovada pela Câmara.
“Tem dois anos que tô falando aqui que quero acabar com o fim da escala. Então tô tirando minha assinatura”, declarou.
Também pelas redes sociais, o senador Romário explicou que decidiu retirar sua assinatura após a reação negativa de trabalhadores e eleitores ao conteúdo da proposta.
“Entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro. E, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela”, afirmou.
A retirada das assinaturas representa um revés para a articulação da oposição no Senado e fortalece o debate em torno da proposta aprovada pela Câmara, defendida pelas centrais sindicais como um passo importante para a redução da jornada de trabalho e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
Segundo o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Juruna, as centrais sindicais estão orientando seus sindicatos a conversarem com os senadores de cada estado para ganhar o voto em favor da proposta já aprovada na Câmara Federal: “É fundamental o diálogo, explicar as mudanças necessárias. Afinal fazem 38 anos que não se muda a jornada constitucional. A última mudança foi em 1988”
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