PUBLICADO EM 20 de abr de 2018
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Nesta sexta, estivador de Santos fará greve apenas em terminais de contêineres

Como a câmara de cais público do sindicato patronal dos operadores portuários do estado de São Paulo (Sopesp) mandou, no final da tarde desta quinta-feira (19), proposta de negociação para a data-base salarial, a greve de 24 horas dos estivadores, nesta sexta (20), será apenas nos terminais de contêineres.

Foto: Arquivo

O diretor de imprensa do sindicato dos trabalhadores, Sandro Olímpio da Silva ‘Cabeça’, diz que ofício da câmara do cais público, com a proposta de negociação, será mostrado à categoria na passeata programada para as 7h30, logo após o início da greve na Libra 37, Santos Brasil e BTP Brasil Terminais Portuários.

“Mais uma vez”, diz o sindicalista, “a intransigência é reforçada pelos terminais de contêineres, que declararam uma guerra sem trégua contra os estivadores”. A passeata sairá do sindicato e irá até um desses terminais, a ser definido, onde haverá uma assembleia.

A decisão da greve foi aprovada em assembleia na manhã de terça (17). A passeata e a nova assembleia foram decididas pela diretoria do sindicato nesta quinta-feira (19). As atividades fazem parte da campanha salarial para a data-base de março.

O secretário-geral do sindicato, Josué Sampaio ‘China’, lembra que os estivadores estão em ‘estado de greve’ desde 16 de março. A assembleia está em caráter permanente desde dezembro de 2017, quando foram aprovadas as reivindicações.

Sandro e China recordam que a categoria já fez duas passeatas e paralisou o porto em 12 de março. A primeira passeata foi em 26 de fevereiro. A segunda, no dia da greve, em 12 de março. “Faremos quantas forem necessárias”, diz China.

“A suspensão da greve no cais público conforma a disposição da categoria de negociar uma saída democrática para a campanha salarial”, diz Sandro. Segundo ele, “esse segmento do Sopesp é receptivo ao diálogo, enquanto o de contêineres prima pelo confronto”.

Reivindicações

Os estivadores reivindicam basicamente a manutenção do mercado de trabalho, a participação dos avulsos nos terminais e melhores salários. A pauta foi aprovada em 27 de dezembro.

Eles querem tratar do regramento do trabalho a bordo e passagem do cadastro para o registro, entre outros assuntos. O sindicato aguarda resposta sobre a convenção e os acordos coletivos de trabalho.

Os acordos, segundo ele, definem pontos econômicos. E a convenção coletiva define regras de direitos e deveres das duas partes: “Queremos acelerar as negociações, para que não se arrastem”, diz Sandro.

11 horas

A juíza desembargadora do tribunal regional do trabalho (trt-sp) Odette Silveira Moraes indeferiu pedido de liminar o ogmo para implantar o intervalo de 11 horas entre as jornadas de trabalho na estiva.

Ogmo é o órgão gestor de mão de obra do trabalho avulso no porto, que também havia pedido reconsideração, à sexta vara do trabalho de Santos, de sua liminar, concedida há poucos dias, suspendendo o intervalo.

O advogado do sindicato Marcello Vaz Santos considera “duas importantes vitórias dos estivadores na luta pela manutenção de seus direitos”.

Fonte: Portal Força Sindical

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