PUBLICADO EM 21 de set de 2022
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Copom mantém juros básicos em 13,75% ao ano; Força Sindical protesta

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

A queda da inflação fez o Banco Central (BC) interromper o ciclo de alta dos juros após um ano e meio de reajustes seguidos. Por 7 votos a 2, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e os diretores Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza votaram pela manutenção da taxa. Os diretores Fernanda Magalhães Rumenos Guardado e Renato Dias de Brito Gomes votaram pela elevação em 0,25 ponto.

A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro do ano passado até fevereiro deste ano. O Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

A Força Sindical protestou e nota contra a manutenção da taxa

A Força Sindical, presidida por Miguel Torres, considerou um equivoco a decisão de manter a Taxa Selic nos atuais 13,75 a.a.. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de acordo com Torres, perdeu uma ótima oportunidade que poderia funcionar como um estímulo para a criação de empregos, a produção e o consumo.

Segundo o sindicalista, a Taxa Selic, hoje em patamares estratosféricos segue na contramão da produção, do crédito, do consumo e da geração de empregos. “A crise é dolorosa para os trabalhadores, que, além de sofrerem com o desemprego, amargam taxa de juros altas e a redução criminosa, constantemente, dos seus diretos e de sua proteção social”, lamenta o sindicalista.

Confira a seguir a íntegra da nota:

Nota sobre anúncio da Taxa Selic

A Força Sindical considera um equívoco econômico manter a taxa de juros em 13,75 a.a.. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (22), pelo Copom – Comitê de Política Monetária.

Entendemos que o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade que poderia funcionar como um estímulo para a criação de empregos, a produção e o consumo.

Tivemos desnecessárias altas e seguidas dos juros, que seguem em patamares estratosféricos. Vale ressaltar que juros altos seguem na contramão da produção, do crédito, do consumo e da geração de empregos.

A crise é dolorosa para os trabalhadores, que, além de sofrerem com o desemprego, amargam taxa de juros altas e a redução criminosa, constantemente, dos seus diretos e de sua proteção social.

Lutamos pelo desenvolvimento e a valorização do trabalho. Defendemos a implementação de políticas que priorizem a retomada do investimento, o crescimento da economia, a geração de empregos, a redução da desigualdade social, o combate à pobreza e a distribuição de renda.

São Paulo, 21 de setembro de 2022

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

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