
Casas Bahia e suas demissões em massa: descubra as implicações sociais e econômicas discutidas na assembleia do SECSP.
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP) realizou, na segunda-feira (31/08), uma assembleia híbrida com trabalhadores demitidos das Casas Bahia. O encontro esclareceu as medidas adotadas pela entidade desde que tomou conhecimento das dispensas em massa e discutiu os caminhos para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas.
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Durante a assembleia, a direção e o Departamento Jurídico do sindicato apresentaram o cenário enfrentado pelos demitidos. Segundo a entidade, a empresa ingressou com pedido de recuperação judicial imediatamente após as dispensas, ampliando a preocupação com o recebimento das verbas rescisórias e os impactos sociais e econômicos sobre as famílias.
O presidente do SECSP, Ricardo Patah, afirmou que o sindicato foi surpreendido pela decisão da empresa e criticou a forma como muitos trabalhadores receberam a notícia.
“Não é justo e nem aceitável que trabalhadores e trabalhadoras sejam informados de suas demissões pelo WhatsApp ou que cheguem para trabalhar e encontrem as portas fechadas”, declarou.
Patah ressaltou que a entidade acompanha o caso desde o início e adota medidas para defender os interesses dos trabalhadores atingidos.
Medidas jurídicas
A gerente do Departamento Jurídico Coletivo do SECSP, Walkíria Daniela Ferrari, explicou que o caso é complexo e exige cautela. Segundo ela, o sindicato busca uma solução que assegure o pagamento dos valores devidos no menor prazo possível.
Entre as iniciativas apresentadas está a ação ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) na Justiça do Trabalho contra as demissões, que resultou em uma decisão provisória favorável aos trabalhadores. Na sequência, o SECSP solicitou mediação ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).
Conforme explicou o departamento jurídico, o objetivo central da ação é evitar que as verbas rescisórias sejam incluídas entre as dívidas submetidas à recuperação judicial, o que poderia prolongar a espera pelo pagamento. O retorno dos demitidos aos postos de trabalho não é a finalidade principal da medida.
O gerente do Departamento Jurídico Individual do SECSP, Marcello D’Aguiar, alertou que a recuperação judicial é um processo complexo, que pode se estender por anos. Segundo a orientação apresentada na assembleia, a inclusão dos créditos trabalhistas nesse processo poderia levar o pagamento para além do prazo de dez dias corridos após o término do contrato previsto na CLT.
Os representantes do sindicato também ressaltaram que a decisão que impede as demissões é provisória e que a empresa busca revertê-la.
Acompanhamento e atendimento
O SECSP informou que continuará atuando nas frentes jurídica e sindical para garantir os direitos dos demitidos, reduzir o tempo de espera pelo pagamento e manter os trabalhadores informados sobre os desdobramentos do caso.
Em caso de dúvidas, os trabalhadores podem entrar em contato pelo e-mail demitidoscasasbahia@comerciários.org.br ou pelos telefones do Departamento Jurídico disponíveis no site da entidade.
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