
Ricardo Patah defende o fim da escala 6×1 em reunião no Senado, enfatizando a importância das reivindicações sindicais.
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), participou nesta segunda-feira (4), no Senado Federal, de sessão solene em comemoração ao Dia do Trabalhador, presidida pelo senador Paulo Paim.
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Patah elogiou a atuação política do senador, um dos principais defensores da redução da jornada de trabalho e das reivindicações sindicais no Parlamento. Ele também destacou a urgência do combate ao feminicídio, diante dos casos alarmantes registrados no país.
Reunião com parlamentares sobre o fim da escala 6×1

reforça luta pelo fim da escala 6×1 em reunião com governo e parlamentares
No dia 5, Patah participou de reunião no Gabinete da Liderança do Governo, em Brasília, com representantes das centrais sindicais, técnicos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e parlamentares engajados no debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.
Entre os presentes, destacaram-se os deputados federais Alencar Santana e Leo Prates, que deverão assumir, respectivamente, a presidência e a relatoria da comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que trata da mudança na jornada de trabalho. Também participaram do encontro o deputado federal e vice-presidente da UGT, Luiz Carlos Motta, além dos parlamentares Paulo Pimenta e Alfredinho.
Patah reafirmou que o atual modelo de jornada está associado a altos índices de adoecimento mental, incluindo o crescimento significativo de casos de burnout e outras enfermidades relacionadas ao excesso de trabalho.
Bandeira histórica da UGT
Destacou ainda que a redução da jornada é uma bandeira histórica da UGT, central que, segundo ele, representa cerca de 12 milhões de trabalhadores, especialmente nos setores de comércio e serviços — áreas diretamente impactadas pela escala 6×1, majoritariamente compostas por mulheres que, muitas vezes, enfrentam jornadas triplas de trabalho.
“Quando o trabalhador adoece, há afastamento, sobrecarga no SUS, uso contínuo de medicamentos e impacto direto na Previdência Social. Ou seja, o custo já existe — e é alto”, afirmou.
Assista aqui a fala de Ricardo Patah no Senado
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