
Centrais sindicais entregam ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, propostas para enfrentar os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre a economia e o emprego no Brasil.
As principais centrais sindicais do país entregaram ao governo federal o documento Propostas das Centrais Sindicais diante da Guerra Comercial: Soberania, Emprego e Desenvolvimento. Entre as medidas defendidas estão a revisão da Lei das Patentes, o fortalecimento do Mercosul, a ampliação de mecanismos de salvaguarda comercial e ações para proteger os empregos afetados pela medida norte-americana.
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Segundo informações publicadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o documento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, que tem conduzido as negociações do governo brasileiro relacionadas às tarifas impostas pela administração do presidente Donald Trump.
O texto é assinado por seis centrais sindicais — CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST — e manifesta apoio à postura adotada pelo governo brasileiro diante da decisão dos Estados Unidos.
“Apoiamos integralmente a postura altiva e soberana adotada pelo governo federal, bem como os posicionamentos e iniciativas do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, entre elas, a aprovação da Lei de Reciprocidade Econômica”, afirmam as centrais no documento.
Propostas das centrais
Além de reafirmar a defesa da soberania nacional, o documento propõe uma estratégia de fortalecimento da economia brasileira diante da guerra comercial. Entre as principais medidas estão o incentivo à produção nacional, a ampliação de mecanismos de proteção comercial, o fortalecimento da Nova Indústria Brasil (NIB), a revisão da Lei de Patentes, o aumento dos investimentos em inovação e tecnologia, o fortalecimento do BNDES e a busca por novos mercados internacionais, com ênfase no Mercosul e na cooperação Sul-Sul.
Outro eixo central é a proteção do emprego e da renda. As centrais defendem que empresas beneficiadas por programas de apoio do governo mantenham os postos de trabalho, além da criação de programas de qualificação profissional, do fortalecimento da negociação coletiva e da participação dos trabalhadores na formulação das políticas industrial, comercial e tecnológica. O documento também propõe a criação de espaços permanentes de diálogo entre governo, empresários e sindicatos e a promoção de uma transição ecológica capaz de gerar empregos de qualidade.
As entidades afirmam ainda que “o país deve continuar promovendo respostas firmes, responsáveis e coordenadas, ampliando nossa cooperação internacional e fortalecendo a capacidade interna de produzir e consumir”.
Parte das propostas já havia sido apresentada pelas centrais em 2025, durante a primeira rodada de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, e foi atualizada diante do agravamento das restrições comerciais.
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