PUBLICADO EM 01 de ago de 2026

Centrais sindicais entregam propostas ao governo para enfrentar impacto do tarifaço

As principais centrais sindicais se uniram para enfrentar tarifaço. Veja como isso pode impactar a economia e o emprego no Brasil.

Centrais sindicais entregam ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, propostas para enfrentar os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre a economia e o emprego no Brasil.

Centrais sindicais entregam ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, propostas para enfrentar os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre a economia e o emprego no Brasil.

As principais centrais sindicais do país entregaram ao governo federal o documento Propostas das Centrais Sindicais diante da Guerra Comercial: Soberania, Emprego e Desenvolvimento. Entre as medidas defendidas estão a revisão da Lei das Patentes, o fortalecimento do Mercosul, a ampliação de mecanismos de salvaguarda comercial e ações para proteger os empregos afetados pela medida norte-americana.

Leia também:

Trump planeja cúpula para se opor à esquerda

Segundo informações publicadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o documento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, que tem conduzido as negociações do governo brasileiro relacionadas às tarifas impostas pela administração do presidente Donald Trump.

O texto é assinado por seis centrais sindicais — CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST — e manifesta apoio à postura adotada pelo governo brasileiro diante da decisão dos Estados Unidos.

“Apoiamos integralmente a postura altiva e soberana adotada pelo governo federal, bem como os posicionamentos e iniciativas do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, entre elas, a aprovação da Lei de Reciprocidade Econômica”, afirmam as centrais no documento.

Propostas das centrais

Além de reafirmar a defesa da soberania nacional, o documento propõe uma estratégia de fortalecimento da economia brasileira diante da guerra comercial. Entre as principais medidas estão o incentivo à produção nacional, a ampliação de mecanismos de proteção comercial, o fortalecimento da Nova Indústria Brasil (NIB), a revisão da Lei de Patentes, o aumento dos investimentos em inovação e tecnologia, o fortalecimento do BNDES e a busca por novos mercados internacionais, com ênfase no Mercosul e na cooperação Sul-Sul.

Outro eixo central é a proteção do emprego e da renda. As centrais defendem que empresas beneficiadas por programas de apoio do governo mantenham os postos de trabalho, além da criação de programas de qualificação profissional, do fortalecimento da negociação coletiva e da participação dos trabalhadores na formulação das políticas industrial, comercial e tecnológica. O documento também propõe a criação de espaços permanentes de diálogo entre governo, empresários e sindicatos e a promoção de uma transição ecológica capaz de gerar empregos de qualidade.

As entidades afirmam ainda que “o país deve continuar promovendo respostas firmes, responsáveis e coordenadas, ampliando nossa cooperação internacional e fortalecendo a capacidade interna de produzir e consumir”.

Parte das propostas já havia sido apresentada pelas centrais em 2025, durante a primeira rodada de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, e foi atualizada diante do agravamento das restrições comerciais.

Leia também:

Siemaco reinaugura monumentos aos trabalhadores da limpeza

SIEMACO reinaugura monumentos em homenagem aos trabalhadores da Limpeza em São Paulo

 

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

COLUNISTAS

QUENTINHAS