PUBLICADO EM 05 de maio de 2026

Centrais intensificam atuação na Câmara pelo fim da escala 6×1

Centrais sindicais intensificam articulação na Câmara para defender o fim da escala 6×1 e rebater argumentos do setor empresarial. Entidades rejeitam redução salarial, alertam para “jabutis” na proposta e defendem implementação imediata da mudança.

Centrais sindicais intensificam articulação na Câmara para defender o fim da escala 6x1 e enfrentar a pressão empresarial. Foto: Marcha das Centrais em 15 de abril de 2026. Crédito: Sintrabor.

Centrais sindicais intensificam articulação na Câmara para defender o fim da escala 6×1 e enfrentar a pressão empresarial. Foto: Marcha das Centrais em 15 de abril de 2026. Crédito: Sintrabor.

As centrais sindicais devem ampliar, ao longo de maio, a articulação política em Brasília para defender o fim da escala de trabalho 6×1. A estratégia inclui participação ativa nas discussões da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará a proposta de redução da jornada.

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Segundo nota publicada no Painel da Folha de S.Paulo, o movimento sindical pretende confrontar diretamente os argumentos apresentados por representantes do setor empresarial, que também se mobilizam na capital federal para barrar mudanças na legislação trabalhista.

Lobby Sindical

A iniciativa tem sido descrita por dirigentes como uma espécie de “lobby sindical”, com o objetivo de influenciar o debate público e parlamentar.

“Onde eles estiverem, nós também estaremos para apresentar nossa posição”, afirmou Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), de acordo com a coluna.

A atuação das centrais inclui reuniões com integrantes da comissão especial, como o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP), e o relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA). O objetivo é fornecer subsídios técnicos e políticos para a análise da proposta nas próximas semanas.

Jabutis

Entre os principais pontos de preocupação dos sindicalistas está a possibilidade de inclusão de dispositivos estranhos ao tema original — os chamados “jabutis” — no texto em discussão. As entidades também rejeitam qualquer proposta que implique redução salarial ou manutenção da jornada semanal de 44 horas.

Outro tema sensível é a definição de uma eventual regra de transição. Enquanto as centrais defendem a implementação imediata das mudanças, parlamentares indicam que um período de adaptação pode ser necessário para viabilizar a aprovação do projeto.

De acordo com o vice-presidente da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite, a urgência da medida se justifica pelo tempo decorrido desde a última alteração significativa na jornada de trabalho no país.

“Nossa proposta é imediata, após 38 anos da última mudança na jornada de trabalho. Portanto, isso é muito possível, mas entendemos que tem que ser um relatório que seja aprovado e não rejeitado pelos parlamentares”, afirmou.

Além dos aspectos econômicos e legislativos, as centrais também pretendem reforçar o impacto social da escala 6×1, especialmente sobre as mulheres, que, segundo dirigentes, são as mais afetadas pelo modelo atual devido à sobrecarga de trabalho e às múltiplas jornadas.

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