PUBLICADO EM 23 de maio de 2026

Ajinomoto de Limeira oferece só reposição da inflação, e trabalhadores rejeitam

A Ajinomoto de Limeira propôs um reajuste de 4,11% e um piso salarial, mas os trabalhadores exigem aumento real nos salários.

Ajinomoto de Limeira enfrenta Rejeição da Proposta

Ajinomoto de Limeira enfrenta Rejeição da Proposta

A Ajinomoto de Limeira, empresa do setor de Doces e Conservas, ofereceu um reajuste salarial este ano que apenas repõe a inflação acumulada no período: 4,11%. Além disso, propôs um piso salarial de R$ 2.409,91 e Cesta Básica/Cartão Alimentação no valor de R$ 468,49.

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A proposta foi prontamente recusada durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira e Região (STIAL) nesta sexta-feira (22/05).

“O ganho real é a marca da valorização e uma bandeira inegociável da categoria. Não podemos aceitar e os trabalhadores entenderam isto. A data-base da categoria é o mês de maio e os trabalhadores mantêm a mobilização para pressionar o setor patronal a apresentar uma nova proposta que atenda às necessidades da classe trabalhadora”, afirmou o presidente do Sindicato, Artur Bueno Júnior.

Por meio do Sindicato, a categoria exige:

  • aumento real nos salários,
  • elevação no valor da Cesta Básica/Cartão Alimentação,
  • avanços nas cláusulas sociais,
  • redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6×1.

Novas assembleias devem ser convocadas para definir os rumos da campanha salarial.

Fim da escala 6×1 e redução da jornada

Durante a assembleia, os trabalhadores também defenderam de forma unânime a redução da jornada de trabalho e o fim imediato da escala 6×1. A categoria destacou que a atual escala de seis dias de trabalho para apenas um de descanso impõe um desgaste físico e mental severo, prejudicando a convivência familiar, a saúde e a qualidade de vida.

O ato contou com a participação de sindicatos de trabalhadores da Alimentação de Capivari, Campinas, Cosmópolis, Itapira e Piracicaba, além da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo (FETIASP) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA).

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