PUBLICADO EM 21 de jul de 2026

Sindnapi rejeita nova reforma que retira direitos

Sindnapi defende amplo debate sobre a Previdência e critica propostas que elevam exigências para aposentadoria e retira direitos dos trabalhadores

A possibilidade de uma nova reforma da Previdência voltou ao centro das discussões nacionais. Diante desse cenário, o Sindnapi defendeu amplo debate e rejeitou medidas que reduzam direitos.

Além disso, a entidade criticou propostas que elevam a idade mínima para aposentadoria ou alterem regras do MEI sem participação de trabalhadores, aposentados e pensionistas.

O Sindnapi afirmou que a sustentabilidade da Previdência exige novas fontes de financiamento, combate à sonegação, cobrança de dívidas e fortalecimento do emprego formal.

Segundo a entidade, o equilíbrio das contas públicas não pode justificar novos sacrifícios para quem contribuiu durante toda a vida ao sistema previdenciário nacional.

O sindicato também reforçou que qualquer mudança previdenciária precisa ocorrer com transparência, diálogo social e participação efetiva dos principais interessados nas decisões futuras.

O Sindnapi reiterou que continuará defendendo uma Previdência Social forte, sustentável e justa, preservando direitos históricos de trabalhadores, aposentados e pensionistas brasileiros.

Leia a nota na íntegra:

Nova reforma da Previdência: Sindnapi cobra debate e alerta contra retirada de direitos

Sindnapi rejeita nova reforma que retira de direitosAs propostas de uma nova reforma da Previdência que voltam a ganhar espaço no debate público, com medidas como aumento da idade mínima para aposentadoria e mudanças nas regras do Microempreendedor Individual (MEI), seguem um roteiro conhecido: sempre procuram resolver os problemas fiscais impondo novos sacrifícios aos trabalhadores brasileiros.

O Sindnapi é contrário a qualquer iniciativa que tenha como ponto de partida a retirada de direitos ou a criação de mais obstáculos para quem trabalha, produz riqueza e contribui durante toda a vida para a Previdência Social. Não é justo nem aceitável que, a cada discussão sobre o tema, a primeira solução apresentada seja aumentar a conta para quem já suporta o peso da carga tributária e das dificuldades do mercado de trabalho.

A Previdência precisa, sim, ser sustentável. Mas essa sustentabilidade deve ser construída por meio de novas fontes de financiamento, do combate à sonegação, da cobrança das dívidas previdenciárias e de políticas que fortaleçam o emprego formal e ampliem a base de contribuintes. Existem alternativas.

O que falta é disposição para enfrentá-las. Também é inadmissível que propostas dessa dimensão sejam discutidas sem a participação efetiva dos maiores interessados: os trabalhadores, aposentados e pensionistas. Nenhuma mudança nas regras da Previdência pode ser construída em gabinetes, sem ouvir quem será diretamente afetado por elas.

O Sindnapi defenderá, em qualquer mesa de debate, uma Previdência Social forte, sustentável e, acima de tudo, justa. O equilíbrio das contas públicas não pode servir de justificativa para transferir, mais uma vez, o custo do ajuste para quem vive do próprio trabalho.

Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos – Sindnapi

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