O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou de debate no Sindicato dos Padeiros de São Paulo sobre trabalho, política, economia e desafios sindicais contemporâneos.
Durante o encontro, Marinho destacou a valorização do salário mínimo e ressaltou políticas públicas de inclusão social, como Pé-de-Meia, Bolsa Família e Prouni, implementadas nacionalmente.
Além disso, o ministro relembrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e criticou retrocessos ocorridos durante os governos Temer e Bolsonaro, especialmente no mundo laboral.
Marinho afirmou que o governo Lula fortaleceu novamente o Ministério do Trabalho e declarou:
“No atual mandato do presidente Lula trabalhamos para o Ministério voltar a ser forte e garantir melhores condições de trabalho no País. A partir do ano que vem, em um novo mandato do presidente Lula, vamos estruturar ainda mais o Ministério”.
Fortalecer os sindicatos
O ministro também defendeu negociações coletivas, fortalecimento sindical e participação política dos trabalhadores, destacando a importância do voto consciente nas eleições de outubro próximas.
Segundo Marinho, o país precisa reeleger o presidente Lula, escolher novo governador paulista e renovar os parlamentos com representantes comprometidos ao desenvolvimento nacional e distribuição.
O presidente do Sindicato, Chiquinho Pereira, destacou a trajetória sindical e política de Luiz Marinho, relembrou lutas conjuntas e afirmou: “é preciso estar sempre do lado dos trabalhadores e trabalhadoras”.
Além disso, Chiquinho reforçou a importância da participação política e concordou com o ministro ao afirmar que “todos nós somos decisivos nas eleições”.
Durante o debate, Marinho avaliou que o Senado provavelmente não votará a PEC do fim da escala 6×1 antes das eleições previstas para outubro.
O ministro defendeu a redução da jornada como reivindicação histórica sindical e afirmou:
“Quem adotou escalas com dois dias de descanso passaram a preencher vagas que permaneciam abertas e reduziram o número de faltas de funcionários”.
Adoecimento laboral
Marinho também alertou que jornadas excessivas ampliam o adoecimento laboral, elevam custos empresariais, pressionam o SUS e aumentam despesas da Previdência Social brasileira significativamente.
Além disso, o debate destacou a saúde mental nos ambientes laborais, especialmente diante da sobrecarga, assédio e pressões enfrentadas por trabalhadores da panificação diariamente.
O Sindicato ressaltou avanços conquistados, como a NR-12, porém defendeu maior fiscalização nas empresas e fortalecimento das ações preventivas voltadas à categoria profissional.
Chiquinho Pereira destacou o compromisso sindical e afirmou:
“Nós estamos fazendo a nossa parte e em breve teremos no Sindicato atendimento de neuropsicologia à categoria”.
Também participaram do encontro o presidente da UGT, Ricardo Patah, e o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Marcos Perioto, fortalecendo o debate.

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