PUBLICADO EM 08 de abr de 2026

Guerra no Irã pressiona combustíveis no Brasil, alerta Dieese

Guerra no Irã eleva preço do petróleo, pressiona combustíveis e expõe fragilidades da soberania energética brasileira, aponta DIEESE

Guerra no Irã pressiona combustíveis no Brasil, alerta Dieese

Guerra no Irã pressiona combustíveis no Brasil, alerta Dieese

A guerra no Irã elevou tensões globais e impactou diretamente o setor energético, gerando instabilidade econômica e pressionando países dependentes de petróleo importado.

Além disso, o conflito iniciado em fevereiro atingiu região estratégica, responsável por grande parcela da produção mundial, afetando cadeias logísticas e ampliando incertezas econômicas globais.

Nesse cenário, o bloqueio do Estreito de Ormuz comprometeu o fluxo energético internacional e, consequentemente, elevou custos logísticos, seguros e preços do petróleo mundial.

Como resultado, o barril de petróleo praticamente dobrou em poucas semanas, pressionando combustíveis, fertilizantes e alimentos, além de ampliar riscos inflacionários e desaceleração econômica global.

No Brasil, embora haja elevada produção de petróleo, o país mantém dependência de derivados, especialmente diesel, evidenciando vulnerabilidades estruturais no refino nacional e abastecimento interno.

Por outro lado, decisões anteriores, como privatizações e adoção do preço internacional, ampliaram a exposição do país às oscilações externas e reduziram capacidade de atuação estatal.

Consequentemente, os preços dos combustíveis já apresentam alta significativa, com aumentos expressivos no diesel e na gasolina, impactando diretamente consumidores e setores produtivos em diversas regiões.

Além disso, o aumento do diesel encarece o transporte de mercadorias, pressionando alimentos, serviços e produtos industriais, o que compromete o controle inflacionário e crescimento econômico.

Diante desse cenário, o governo adotou medidas emergenciais, como redução de tributos e subsídios, buscando conter preços e garantir abastecimento interno diante da crise internacional.

Entretanto, especialistas e entidades sindicais defendem mudanças estruturais, incluindo fortalecimento da Petrobrás, ampliação do refino e revisão da política de preços para garantir soberania energética.

Leia o documento do Dieese

Leia também: Mais de 80% dos Estados aderem a subsídio ao diesel importado

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