
Guerra no Irã pressiona combustíveis no Brasil, alerta Dieese
A guerra no Irã elevou tensões globais e impactou diretamente o setor energético, gerando instabilidade econômica e pressionando países dependentes de petróleo importado.
Além disso, o conflito iniciado em fevereiro atingiu região estratégica, responsável por grande parcela da produção mundial, afetando cadeias logísticas e ampliando incertezas econômicas globais.
Nesse cenário, o bloqueio do Estreito de Ormuz comprometeu o fluxo energético internacional e, consequentemente, elevou custos logísticos, seguros e preços do petróleo mundial.
Como resultado, o barril de petróleo praticamente dobrou em poucas semanas, pressionando combustíveis, fertilizantes e alimentos, além de ampliar riscos inflacionários e desaceleração econômica global.
No Brasil, embora haja elevada produção de petróleo, o país mantém dependência de derivados, especialmente diesel, evidenciando vulnerabilidades estruturais no refino nacional e abastecimento interno.
Por outro lado, decisões anteriores, como privatizações e adoção do preço internacional, ampliaram a exposição do país às oscilações externas e reduziram capacidade de atuação estatal.
Consequentemente, os preços dos combustíveis já apresentam alta significativa, com aumentos expressivos no diesel e na gasolina, impactando diretamente consumidores e setores produtivos em diversas regiões.
Além disso, o aumento do diesel encarece o transporte de mercadorias, pressionando alimentos, serviços e produtos industriais, o que compromete o controle inflacionário e crescimento econômico.
Diante desse cenário, o governo adotou medidas emergenciais, como redução de tributos e subsídios, buscando conter preços e garantir abastecimento interno diante da crise internacional.
Entretanto, especialistas e entidades sindicais defendem mudanças estruturais, incluindo fortalecimento da Petrobrás, ampliação do refino e revisão da política de preços para garantir soberania energética.
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