
Força Sindical critica corte de 0,25 ponto na taxa Selic
A Direção Nacional da Força Sindical divulgou, nesta quarta-feira, 16 de setembro, nota sobre a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica Selic.
Com a decisão do Comitê de Política Monetária, a taxa chega a 13,75% ao ano, mantendo os juros brasileiros em patamar elevado para atividade econômica nacional.
Na avaliação da central, o Banco Central deveria promover uma redução mais expressiva dos juros para estimular investimentos, fortalecer o setor produtivo e ampliar empregos.
Além disso, a Força Sindical afirma que juros elevados encarecem o crédito, reduzem o consumo das famílias e dificultam novos investimentos das empresas no país.
Nesse sentido, a entidade considera insuficiente o corte anunciado e alerta para possíveis impactos da política monetária sobre crescimento econômico, emprego, renda e produção nacional.
Na nota, intitulada “Decisão coloca fermento para uma crise econômica”, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, apresenta as críticas da entidade à decisão anunciada.
A seguir, leia a íntegra da nota divulgada pela Direção Nacional da Força Sindical:
Decisão coloca fermento para uma crise econômica
É muito tímida a queda de apenas 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora está em 13,75% ao ano. A decisão representa um verdadeiro “balde de água fria” para a economia no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro) e coloca fermento para uma eventual crise econômica.
Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar ainda mais a economia.
Infelizmente, o Banco Central continua se curvando aos interesses dos especuladores, mantendo a taxa de juros em patamares proibitivos para o setor produtivo e para a geração de empregos.
Juros estratosféricos representam um mecanismo de concentração de renda nas mãos de banqueiros e especuladores. O governo precisa compreender que taxas de juros elevadas encarecem o crédito para o consumo e os investimentos, além de reduzirem a renda disponível da população.
Essa política de juros altos também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula os investimentos, comprometendo o crescimento econômico e a distribuição de renda.
São Paulo, 16 de setembro de 2026.
Miguel Torres
Presidente da Força Sindical


