PUBLICADO EM 01 de jul de 2021
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Colunista Luiz Carlos Motta

Práticos de farmácia em campanha salarial

Durante a pandemia, o trabalho de várias categorias vem se tornando mais visível e valorizado aos olhos do consumidor comum. Os comerciários e os práticos de farmácia são profissionais que sofreram, e ainda sofrem, com os riscos decorrentes do trabalho diretamente junto ao público. São eles que manipulam mercadorias, cartões, dinheiro e, muitas vezes, ficam diante de clientes sem máscara ou com o uso inadequado dessa proteção. Além disso, ainda sofrem com o descaso de alguns patrões que não tomam providências para o respeito aos protocolos instituídos pela Organização Mundial de Saúde.

Ao mesmo tempo, milhares desses profissionais perderam seus empregos e/ou tiveram suas rendas reduzidas, desde o início da pandemia.

Novo desafio

Agora, os práticos de farmácia enfrentam um novo desafio: a campanha salarial de 2021. A campanha é desenvolvida pelos Sindicatos dos Práticos de Farmácia e dos Empregados no Comércio de Drogas, Medicamentos e Produtos Farmacêuticos (Sinprafarmas) e pelos Sincomerciários filiados à Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários).

Os sindicatos estão convocando os práticos de farmácia a participarem das assembleias virtuais para debater temas importantes para esses profissionais, suas famílias e a população em geral, que se beneficiam desse árduo trabalho de assistência à saúde.

A data-base é 1º de julho e a pauta de reivindicações já foi entregue aos patrões. As reivindicações estão resumidas em 63 cláusulas, que estão sendo divulgadas por meio dos tradicionais folhetos e pelos portais e redes sociais de todos os 71 Sindicatos filiados à Federação.

Reivindicações

Os materiais destacam a luta unitária por ganhos econômicos e sociais. Ressaltam também o empenho da categoria dedicado ao trabalho na pandemia da Covid-19. As principais reivindicações são: 1) Aumento real. 2) Reajuste salarial pelo INPC. 3) R$ 15,00 por dia de vale-refeição ou alimentação. 4) Manutenção das cláusulas sociais. 5) Manutenção da homologação nos sindicatos. 6) Cumprimento integral da Convenção Coletiva de Trabalho. A pauta a ser negociada foi aprovada por unanimidade em assembleia virtual.

Uma luta que envolve profissionais que trabalham diretamente com o público é, também, um assunto de interesse público. Faz todo sentido, então, lembrar aqui o lema dos Sinprafarmas: “Trabalho Decente e Justiça Social”.

Luiz Carlos Motta é presidente da Fecomerciários e da CNTC e Deputado Federal (PL/SP).

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Rádio Peão Brasil

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