
Trabalhadores da Alimentação destacam sua presença na CONCLAT 2026, com 500 participantes na marcha em Brasília.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins (CNTA), em conjunto com federações e sindicatos da categoria, participou nesta quarta-feira (15) da Conferência da Classe Trabalhadora, CONCLAT 2026, realizada em Brasília (DF). O evento foi marcado pela Marcha da Classe Trabalhadora, que reuniu milhares de dirigentes e trabalhadores de todo o país.
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Superando expectativas, a mobilização contou com cerca de 13 mil participantes, entre lideranças sindicais e trabalhadores de diversas categorias — sendo ao menos 500 da Alimentação. Durante a atividade, foi apresentada a Pauta da Classe Trabalhadora – CONCLAT 2026–2030. O documento foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e também será entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, .
Entre os principais pontos da pauta estão:
- a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, com o fim da escala 6×1;
- o combate à pejotização;
- a regulamentação do trabalho por aplicativos;
- o fortalecimento da negociação coletiva e da garantia do direito de negociação para servidores públicos.
Para o vice-presidente da CNTA, Artur Bueno Júnior, as reivindicações exigem articulação direta com os poderes da República.
“São bandeiras cuja efetivação passa necessariamente pelo Palácio do Planalto e pelo Congresso Nacional. A luta das bases precisa ser encaminhada a essas instâncias”, afirmou.
Organizada pelas centrais sindicais, a CONCLAT 2026 ocorre em um momento considerado estratégico pelo movimento sindical. Na véspera da marcha, na terça-feira (14), o presidente Lula encaminhou ao Congresso a proposta do governo para a redução da jornada de trabalho, reforçando a centralidade do tema no debate nacional.
Feminicídio em pauta
Além das reivindicações sindicais, a Pauta da Classe Trabalhadora também aborda direitos básicos e lutas como o enfrentamento ao feminicídio. Artur Bueno Júnior também destacou o papel do movimento sindical no enfrentamento à violência contra a mulher.
“Batemos o triste recorde de feminicídios no Brasil em 2025. Acreditamos que o ambiente da luta sindical deve ser também um espaço de conscientização sobre essa violência, e já estamos avançando nesse debate em nossas assembleias”, afirmou.
A programação teve início às 10h, com concentração em frente ao Teatro Nacional, onde foi realizada uma plenária. Em seguida, os participantes seguiram em marcha pela Esplanada dos Ministérios, com o objetivo de entregar a pauta unificada ao presidente da República e aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.
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