PUBLICADO EM 15 de abr de 2026

CNTA, Federações e Sindicatos da Alimentação participam da CONCLAT 2026 em Brasília

A CONCLAT 2026 foi um marco para os trabalhadores da Alimentação, que se mobilizaram em Brasília para reivindicar seus direitos.

Trabalhadores da Alimentação destacam sua presença na CONCLAT 2026, com 500 participantes na marcha em Brasília.

Trabalhadores da Alimentação destacam sua presença na CONCLAT 2026, com 500 participantes na marcha em Brasília.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins (CNTA), em conjunto com federações e sindicatos da categoria, participou nesta quarta-feira (15) da Conferência da Classe Trabalhadora, CONCLAT 2026, realizada em Brasília (DF). O evento foi marcado pela Marcha da Classe Trabalhadora, que reuniu milhares de dirigentes e trabalhadores de todo o país.

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Superando expectativas, a mobilização contou com cerca de 13 mil participantes, entre lideranças sindicais e trabalhadores de diversas categorias — sendo ao menos 500 da Alimentação. Durante a atividade, foi apresentada a Pauta da Classe Trabalhadora – CONCLAT 2026–2030. O documento foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e também será entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, .

Entre os principais pontos da pauta estão:

  • a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, com o fim da escala 6×1;
  • o combate à pejotização;
  • a regulamentação do trabalho por aplicativos;
  • o fortalecimento da negociação coletiva e da garantia do direito de negociação para servidores públicos.

Para o vice-presidente da CNTA, Artur Bueno Júnior, as reivindicações exigem articulação direta com os poderes da República.

“São bandeiras cuja efetivação passa necessariamente pelo Palácio do Planalto e pelo Congresso Nacional. A luta das bases precisa ser encaminhada a essas instâncias”, afirmou.

Organizada pelas centrais sindicais, a CONCLAT 2026 ocorre em um momento considerado estratégico pelo movimento sindical. Na véspera da marcha, na terça-feira (14), o presidente Lula encaminhou ao Congresso a proposta do governo para a redução da jornada de trabalho, reforçando a centralidade do tema no debate nacional.

Feminicídio em pauta

Além das reivindicações sindicais, a Pauta da Classe Trabalhadora também aborda direitos básicos e lutas como o enfrentamento ao feminicídio. Artur Bueno Júnior também destacou o papel do movimento sindical no enfrentamento à violência contra a mulher.

“Batemos o triste recorde de feminicídios no Brasil em 2025. Acreditamos que o ambiente da luta sindical deve ser também um espaço de conscientização sobre essa violência, e já estamos avançando nesse debate em nossas assembleias”, afirmou.

A programação teve início às 10h, com concentração em frente ao Teatro Nacional, onde foi realizada uma plenária. Em seguida, os participantes seguiram em marcha pela Esplanada dos Ministérios, com o objetivo de entregar a pauta unificada ao presidente da República e aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

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