PUBLICADO EM 27 de maio de 2026

Centrais celebram redução da jornada e fim escala 6×1; confira a nota

Câmara aprova PEC da jornada de 40 horas e fim da escala 6×1. Centrais sindicais celebram conquista histórica para trabalhadores brasileiros

Centrais Sindicais em ato sindical e popular/Foto Jaelcio Santana

As centrais sindicais divulgaram nesta quarta-feira (27) uma nota conjunta celebrando a aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial e põe fim à escala 6×1. Considerada uma conquista histórica do movimento sindical e da classe trabalhadora, a proposta agora seguirá para debate no Senado Federal.

No documento, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical e Pública destacam o processo de mobilização social, negociação institucional e diálogo democrático que marcaram a tramitação da matéria. As entidades também ressaltam o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendem que a medida poderá melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico com inclusão social.

Confira a íntegra do documento:

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1

A aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece o fim da escala 6×1 representa uma conquista histórica para a classe trabalhadora brasileira.

As Centrais Sindicais, Confederações, Federações e Sindicatos celebram este importante marco para as trabalhadoras e os trabalhadores do país.

Destacamos o amplo processo democrático de negociação institucional e diálogo social construído junto aos deputados e deputadas, bem como o compromisso público demonstrado pelo Governo Federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conferiu centralidade a esta pauta tão relevante para o povo brasileiro.

A medida beneficiará milhões de pessoas pelo país, que poderão contar com mais tempo para cuidados com a saúde, convivência com a família, formação, lazer, ou seja, para usufruir como melhor lhe convém. A forma como a proposta deverá ser implementada também oferece aos setores econômicos um horizonte claro de adaptação e transição, compatível com as transformações do mundo do trabalho e da organização produtiva contemporânea.

Estudos e experiências internacionais demonstram que a redução da jornada tende a elevar a produtividade, qualificar o tempo de trabalho e gerar novos postos de emprego. São avanços que fortalecem o desenvolvimento nacional com soberania, inclusão social e valorização do trabalho.

Toda a mobilização em torno da luta pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1 — incluindo audiências públicas, cobertura da imprensa, entrevistas, debates, manifestações populares, discursos e posicionamentos de sindicalistas e representantes do movimento sindical — constitui um rico processo de aprendizado político para toda a sociedade brasileira. Trata-se de uma conquista histórica construída com participação social, mobilização e diálogo democrático.

É fundamental que esse aprendizado se converta em consciência na hora de eleger parlamentares, governadores, senadores e presidente da República, ou seja, representantes comprometidos com o povo e com a valorização do trabalhador.

As Centrais Sindicais e todo o movimento sindical iniciam, desde já, a mobilização para a próxima etapa de debates no Senado Federal, confiantes de que o presidente Davi Alcolumbre dará celeridade à tramitação legislativa naquela Casa, para garantir a aprovação definitiva desses direitos fundamentais.

Viva esta vitória da classe trabalhadora brasileira!

Brasília, 27 de maio de 2026

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor

NOTA-CENTRAIS_Documento original

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