PUBLICADO EM 18 de ago de 2026

Sindest defende separação entre finanças e gestão em Santos

Sindest lança campanha para separar finanças e gestão na Prefeitura de Santos e ampliar o diálogo sobre reivindicações dos servidores

Sindest defende separação entre finanças e gestão em Santos

O Sindest lançou campanha pela separação das áreas de finanças e gestão da Prefeitura de Santos, atualmente reunidas na Secretaria Municipal de Finanças, a Sefin.

Segundo o presidente Fábio Pimentel, a estrutura concentra funções orçamentárias, tributárias, licitações e recursos humanos, dificultando o diálogo entre administração municipal, sindicato e servidores públicos.

“Isso atravanca as negociações coletivas de trabalho com o sindicato”, afirma Pimentel, que representa servidores estatutários e aposentados dos poderes Executivo e Legislativo de Santos.

Além disso, o diretor de comunicação Daniel Gomes questiona a estrutura: “Esse dois em um não permite um diálogo sério entre a administração e os trabalhadores”.

Por isso, Fábio e Daniel discutirão o tema na live semanal do Sindest, mediada pelo jornalista Willian Ribeiro, com participação dos servidores pelas plataformas digitais.

Durante o programa, os dirigentes pretendem explicar como a concentração administrativa interfere nas negociações e apresentar argumentos favoráveis ao desmembramento das áreas municipais atualmente reunidas.

Pimentel afirma que “desvendar essa equação ajudará a categoria a compreender o porquê de as negociações patinarem e se arrastarem”. A campanha chegará aos locais.

Daniel também contesta a justificativa de economia apresentada pela administração municipal, argumentando que a unificação eliminou apenas uma remuneração de secretário na estrutura pública santista.

Além disso, o Sindest relaciona a estrutura adotada em Santos ao modelo administrativo implantado durante o governo Bolsonaro, que criou o chamado superministério da Economia.

Naquele período, o governo reuniu diferentes áreas federais sob uma estrutura ministerial, enquanto o Sindest critica impactos daquela política sobre direitos e remunerações dos servidores.

Por fim, o Sindest pretende levar a discussão aos vereadores e ampliar mobilização para que Santos volte a manter finanças e gestão em estruturas independentes.

“Vamos bater muito nessa tecla e esperamos que a administração tenha o bom senso de voltar atrás com caráter e dignidade”, afirma o presidente Pimentel.

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