PUBLICADO EM 08 de maio de 2026

Brasil registra menor dependência social desde 2022

Queda do desemprego reduziu participação de programas sociais nos lares brasileiros, aponta levantamento divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira

Brasil registra menor dependência social desde 2022

Brasil registra menor dependência social desde 2022

Cerca de 19,4 milhões de brasileiros receberam rendimentos de programas sociais em 2025, enquanto o percentual atingiu 9,1% da população, segundo levantamento divulgado pelo IBGE.

Leia também:

Sintrabor alerta sobre pressão de empresas

Além disso, o índice permaneceu levemente abaixo de 2024, quando alcançou 9,2%, porém continuou superior ao período anterior à pandemia registrada nacionalmente em 2019.

Naquele ano, 6,3% da população recebia benefícios sociais. Entretanto, durante 2020, o percentual avançou para 13% devido ao pagamento do auxílio emergencial nacional.

No recorte domiciliar, 22,7% dos lares brasileiros possuíam ao menos um beneficiário de programas sociais governamentais, representando aproximadamente 18 milhões de domicílios atendidos.

Além disso, o percentual recuou levemente frente a 2024, quando 23,6% das residências brasileiras recebiam benefícios sociais, abrangendo aproximadamente 18,2 milhões de domicílios.

De acordo com técnicos do IBGE, a redução ocorreu principalmente devido à queda do desemprego, que encerrou 2025 em 5,1%, menor índice histórico da Pnad Contínua.

Regionalmente, Nordeste e Norte concentraram os maiores percentuais de beneficiários, respectivamente com 15,8% e 13,7%, enquanto Sul registrou apenas 4,5% da população.

Além disso, Sudeste apresentou percentual de 6%, enquanto Centro-Oeste alcançou 6,9%, ambos abaixo da média nacional registrada pelo IBGE em 2025 no levantamento divulgado.

Em 2025, o valor médio dos programas sociais alcançou R$ 870, praticamente estável frente aos R$ 875 registrados anteriormente pelo levantamento nacional do IBGE.

A região Sul registrou rendimento médio de R$ 984 provenientes dos programas sociais, enquanto o Nordeste apresentou menor valor médio nacional, equivalente a R$ 823.

Norte e Nordeste

De acordo com o IBGE, Norte e Nordeste apresentam maior dependência desses benefícios, superando outras fontes não ligadas ao trabalho devido à vulnerabilidade socioeconômica regional histórica.

Entre os rendimentos alternativos ao trabalho, programas sociais representaram a segunda principal fonte nacional, atrás apenas das aposentadorias e pensões recebidas por brasileiros atualmente.

O levantamento também mostrou que o Brasil possuía 212,7 milhões de habitantes em 2025, enquanto 143 milhões tinham algum tipo de rendimento registrado oficialmente.

Leia também:

Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025

Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025

COLUNISTAS

QUENTINHAS