A Confederação Sindical Internacional (CSI) incluiu a Argentina na lista dos dez piores países do mundo para trabalhadores e sindicatos. Além disso, Panamá e Equador também aparecem entre os países latino-americanos citados.
O levantamento classifica essas nações como ambientes desfavoráveis ao exercício dos direitos trabalhistas e à atuação sindical. Belarus, Egito, Essuatini, Mianmar, Nigéria, Tunísia e Turquia completam a lista.
Segundo a CSI, a Argentina apresentou deterioração contínua dos direitos trabalhistas nos últimos dois anos. Por isso, o país recebeu classificação no nível 5, a pior categoria.
Esse nível reúne países onde os direitos trabalhistas não recebem garantias efetivas. Dessa forma, trabalhadores enfrentam maiores dificuldades para exercer direitos fundamentais e coletivos.
A CSI relaciona o desempenho argentino ao enfraquecimento das normas trabalhistas implementado nos últimos anos. Consequentemente, sindicatos apontam aumento da insegurança para trabalhadores e organizações representativas.
Além da situação argentina, o relatório destaca desafios persistentes em toda a América Latina. Entre eles estão restrições ao direito de greve e obstáculos ao registro sindical.
A entidade também identificou dificuldades para o exercício dos direitos coletivos em diversos países da região. Além disso, casos de detenções preocupam trabalhadores e lideranças sindicais.
Outro ponto destacado envolve episódios de violência contra dirigentes sindicais. Portanto, a CSI defende medidas que fortaleçam a proteção dos trabalhadores e a liberdade sindical.
O relatório reforça que a garantia dos direitos trabalhistas permanece um desafio regional. Nesse contexto, sindicatos cobram políticas que ampliem proteção, diálogo social e negociação coletiva.
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