PUBLICADO EM 13 de jul de 2026

FITIASP cobra reajuste de 6% para trabalhadores de bebidas

FITIASP e FTIA Interior rejeitam proposta patronal de 5%, cobram reajuste de 6%, PLR maior e melhorias na cesta básica e benefícios

FITIASP cobra reajuste de 6% para trabalhadores de bebidas

A FITIASP e a FTIA Interior intensificaram a campanha salarial dos trabalhadores do setor de bebidas durante a segunda rodada de negociações coletivas, realizada na quarta-feira, 8 de julho. Representantes das entidades e do sindicato patronal discutiram as reivindicações da categoria para a data-base de 1º de maio.

A mesa de negociação dos trabalhadores foi coordenada por José Ferreira e Paulo Almeida, enquanto o presidente Adilson conduziu a representação patronal. As federações reforçaram a unidade sindical e defenderam avanços econômicos e sociais para toda a categoria.

Durante a reunião, os representantes das empresas apresentaram proposta de reajuste de 5% para todas as cláusulas econômicas. Entretanto, as federações rejeitaram a oferta por considerá-la insuficiente diante do atual custo de vida enfrentado pelos trabalhadores.

Em seguida, FITIASP e FTIA Interior apresentaram contraproposta com reajuste salarial de 6% e Participação nos Lucros e Resultados de R$ 3 mil. Além disso, reivindicaram valorização dos benefícios concedidos diariamente aos empregados.

Mais benefícios

As entidades também defenderam aumento de 15% no vale-refeição, reembolso-creche e auxílio material escolar. Paralelamente, exigiram elevação do adicional noturno para 30%, fortalecendo a valorização dos profissionais que trabalham em horários especiais.

Outro destaque da pauta envolve melhorias na composição da cesta básica física oferecida aos trabalhadores. As federações exigem quantidades mínimas capazes de ampliar a segurança alimentar das famílias da categoria.

A proposta inclui cinco quilos de feijão, cinco de açúcar, cinco pacotes de biscoito, três extratos de tomate, dois achocolatados, um quilo de leite em pó e um quilo de charque.

Além das reivindicações econômicas, as entidades cobraram licença-paternidade de 20 dias, conforme prevê a legislação nacional. Também solicitaram aumento do auxílio-funeral para o equivalente a seis pisos salariais da categoria.

O sindicato patronal comprometeu-se a apresentar a contraproposta às indústrias e marcar nova reunião. Enquanto isso, FITIASP e FTIA Interior mantêm a mobilização até conquistarem acordo que valorize os trabalhadores.

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