A Coordenadoria dos Direitos das Mulheres da FITIASP (CDMF) realizou, em 29 de julho, um workshop online sobre combate ao assédio moral e sexual no trabalho.
O encontro reuniu trabalhadoras, lideranças sindicais e especialistas para fortalecer a prevenção, ampliar informações e incentivar ambientes laborais mais seguros, respeitosos e igualitários.
Durante a atividade, as participantes discutiram formas de identificar situações abusivas, conhecer os direitos garantidos pela legislação e buscar apoio diante de episódios de violência.
Além disso, o workshop reforçou que empresas, sindicatos e trabalhadores compartilham responsabilidades na construção de espaços profissionais baseados no respeito, proteção e dignidade.
Na primeira palestra, a assistente social Joseane Andrade destacou a importância do acolhimento humanizado às vítimas.
Segundo ela, escuta qualificada, empatia e ambientes seguros fortalecem denúncias, enquanto o silêncio frequentemente decorre do medo, da vergonha e da dependência financeira enfrentada por muitas trabalhadoras brasileiras.
Joseane também ressaltou que empresas, departamentos de recursos humanos e entidades sindicais precisam priorizar a escuta ativa durante o atendimento. Além disso, pediu aos homens que rejeitem comportamentos ofensivos e contribuam para prevenir práticas abusivas no ambiente profissional diariamente.
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Segunda parte: saúde mental e sinais de alerta com Letícia Melo
Em seguida, a psicóloga Letícia Melo abordou os impactos do assédio na saúde mental. Ela explicou que ansiedade, depressão, estresse e manipulação psicológica comprometem o bem-estar das vítimas, enquanto atitudes aparentemente sutis frequentemente escondem práticas abusivas e relações marcadas pelo controle e intimidação.
A especialista também esclareceu que o assédio sexual ultrapassa o contato físico. Comentários constrangedores, mensagens impróprias, olhares invasivos e promessas de vantagens caracterizam violência, reforçando que nenhuma vítima possui responsabilidade pelos atos cometidos pelo agressor em qualquer circunstância.
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Terceira parte: direitos e leis trabalhistas com Vianei Principato
Na terceira apresentação, a advogada Dra. Vianei Principato explicou os direitos assegurados pela legislação trabalhista. Ela destacou que empresas devem investigar denúncias, responsabilizar agressores e oferecer canais seguros, preservando a integridade física, emocional e profissional das trabalhadoras envolvidas.
Além disso, a especialista orientou que vítimas preservem provas, incluindo mensagens, e-mails, bilhetes e testemunhos. Segundo ela, esses registros fortalecem processos judiciais e garantem melhores condições para responsabilizar autores e assegurar direitos previstos pela legislação vigente.
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Informação e apoio para todas as trabalhadoras
Ao final, a CDMF reafirmou que informação representa instrumento essencial para enfrentar o assédio moral e sexual.
Dessa forma, incentivou trabalhadoras a denunciarem abusos, buscarem apoio sindical e fortalecerem redes de proteção, promovendo ambientes laborais mais seguros, inclusivos e respeitosos.


