Com o tema “Respeito não Envelhece”, o Sindnapi sediou, nesta terça-feira (30), um debate sobre violência contra pessoas idosas, reunindo associados, especialistas, dirigentes e convidados.
Promovido pelo Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Idosa de São Paulo, o encontro discutiu formas de prevenção, conscientização e enfrentamento das diferentes formas de violências existentes.
Durante a abertura, Andrea Angerami Gato, secretária-geral do Sindnapi, destacou a atualidade do tema e defendeu ações permanentes para proteger os direitos da população idosa.
“A violência contra a pessoa idosa tem crescido apesar do trabalho que fazemos, junto com outras instituições e eventos como esse são fundamentais para alertar.
Além disso, essas iniciativas ajudam a apresentar caminhos para o enfrentamento”, afirmou Andrea, ao reforçar a importância da mobilização conjunta entre instituições e sociedade civil.
Em seguida, Juliana Felicidade, presidente do CEI-SP e secretária-executiva da Secretaria de Desenvolvimento Social paulista, agradeceu ao Sindnapi pelo apoio oferecido à realização do encontro.
Juliana também destacou a participação da sociedade civil no debate e ressaltou a necessidade de ampliar iniciativas voltadas à defesa, proteção e valorização das pessoas idosas.
Na sequência, a especialista em Gerontologia Naira de Fátima Dutra Lemos abordou o idadismo, chamado etarismo, e explicou seus impactos cotidianos sobre toda a população idosa.
“Quando falamos de idadismo nos referimos aos estereótipos, preconceitos e à discriminação em relação à idade, principalmente à pessoa idosa”, explicou Naira durante sua apresentação.
Segundo a especialista, essas práticas permanecem arraigadas na sociedade e, muitas vezes, acontecem inconscientemente, exigindo identificação, conscientização e ações capazes de impedir definitivamente sua repetição.
Posteriormente, João Iotti, presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa da OAB-SP, apresentou os principais marcos legais de proteção e amparo à população idosa.
“A Constituição Federal de 1988 é o marco legal primário da proteção à pessoa idosa no Brasil”, afirmou Iotti, ao destacar responsabilidades compartilhadas pela sociedade.
Além disso, ele citou o Estatuto da Pessoa Idosa, aprovado em 2003, e defendeu ações efetivas para combater o idadismo, a discriminação e todas violências.
Por fim, grupos de dança do Sindnapi realizaram apresentações culturais aos participantes, integrando o debate sobre direitos com atividades de convivência, expressão, participação e valorização.
Leia também: Jornada menor pauta entrevista de Serginho na Jovem Pan News



