PUBLICADO EM 04 de ago de 2026

Greve na CPTM cobra reestatização de três linhas

Trabalhadores da CPTM iniciam greve nas linhas 11, 12 e 13, exigindo reestatização, garantia de empregos e aprovação de projeto na Alesp

Greve na CPTM cobra reestatização de três linhasTrabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM iniciaram greve nesta terça-feira (4), reivindicando reestatização imediata após a concessão das linhas à iniciativa privada.

De acordo com os ferroviários, os primeiros dias de operação da concessionária registraram problemas que afetaram passageiros. Assim, a categoria intensificou mobilizações para pressionar autoridades estaduais rapidamente.

Além disso, os trabalhadores defendem a reestatização definitiva das três linhas, garantia dos empregos e aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 pela Assembleia Legislativa paulista.

O Projeto de Lei nº 730/2025 determina que o governo estadual reaproveite os empregados da CPTM em outros órgãos da administração pública após futuras concessões, preservando os vínculos profissionais e os direitos trabalhistas.

Enquanto isso, o movimento grevista segue por tempo indeterminado. Dessa forma, o encerramento dependerá das negociações e dos acordos firmados entre representantes dos trabalhadores e governo.

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil afirma que somente 11% dos empregados das linhas concedidas foram transferidos para a nova concessionária privada.

Plano de Demissão Voluntária

De acordo com a Sindicato, a CPTM também conduz um Plano de Demissão Voluntária para encerrar contratos dos trabalhadores remanescentes, ampliando preocupações sobre estabilidade profissional futura.

Por outro lado, a Trivia Trens informou possuir aproximadamente 2.400 colaboradores. Desse total, 2.100 trabalham diretamente nas atividades operacionais e de manutenção das linhas concedidas.

Ainda conforme a empresa, aproximadamente 230 empregados vieram da CPTM, representando cerca de 11% da equipe operacional. Os demais profissionais foram contratados posteriormente pela concessionária.

A empresa também informou que os trabalhadores admitidos receberam mais de 1.300 horas de treinamento teórico e prático para atuar na operação e manutenção ferroviária.

A paralisação mantém impactos sobre o transporte ferroviário paulista. Entretanto, representantes sindicais aguardam avanços nas negociações para atender reivindicações relacionadas aos empregos e à reestatização.

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