
Marcha reúne cerca de 3 mil trabalhadores em Florianópolis pelo fim da escala 6×1, redução da jornada e defesa de direitos sociais
A 6ª Marcha dos Catarinenses, realizada nesta terça-feira, 18 de agosto, em Florianópolis, reuniu cerca de três mil trabalhadores de diferentes regiões de Santa Catarina.
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Durante a mobilização, os manifestantes percorreram ruas da capital catarinense e a região da Ponte Hercílio Luz para apresentar as principais reivindicações da classe trabalhadora.
Representantes de diferentes centrais sindicais participaram da marcha, fortalecendo a unidade dos trabalhadores em torno de reivindicações trabalhistas, previdenciárias e sociais consideradas prioritárias.
Principais reivindicações
Entre as principais reivindicações, os manifestantes defenderam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial.
Além disso, a marcha reivindicou o fim do desconto de 14% sobre aposentadorias e pensões, além do combate às terceirizações e às isenções fiscais estaduais.
Mafra destaca amplitude das reivindicações
Em Santa Catarina, a pauta ganhou destaque após dez deputados federais do estado votarem contra propostas relacionadas às mudanças na jornada durante discussões realizadas anteriormente na Câmara.
O presidente da Força Sindical de Santa Catarina, Oswaldo Mafra, destacou que a 6ª Marcha dos Catarinenses reuniu diferentes reivindicações defendidas pelos trabalhadores catarinenses.
Segundo Mafra, além das questões relacionadas à jornada de trabalho, a mobilização abordou outras pautas sociais e trabalhistas, incluindo o enfrentamento ao feminicídio.
“Nós fizemos aqui a Marcha dos Catarinenses, que chegou à sua sexta edição. Falamos de várias pautas importantes, entre elas o combate ao feminicídio e a defesa dos direitos dos trabalhadores”, afirmou.
Mafra também ressaltou a defesa da redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, como uma das principais bandeiras apresentadas durante a mobilização.
“Defendemos a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, além de uma série de outras reivindicações importantes para os trabalhadores”, destacou.
Para o dirigente, a realização da sexta edição também representou oportunidade para marcar a continuidade da Marcha dos Catarinenses como espaço de mobilização e organização sindical.
“Nosso objetivo era marcar esse dia da Marcha, que chegou à sexta edição, reunindo os trabalhadores em torno das nossas pautas e das nossas lutas”, completou.

Mobilização em todas as regiões
Para a presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, que participou da coordenação da Marcha, a presença de milhares de trabalhadores demonstrou a capacidade de organização construída em Santa Catarina.
“Foram 3 mil trabalhadores e trabalhadoras de todas as regiões de Santa Catarina mostrando nas ruas que a classe trabalhadora tem força, tem propostas e quer participar das decisões sobre o futuro do nosso estado. Tivemos companheiros e companheiras que viajaram a madrugada inteira para estar aqui. Essa disposição mostra que não vamos assistir de braços cruzados aos ataques aos nossos direitos. A Marcha termina hoje, mas a nossa organização e a nossa luta continuam”, afirmou.
A manifestação reforçou, assim, a articulação das entidades sindicais catarinenses em torno das reivindicações e da continuidade das mobilizações pela ampliação dos direitos dos trabalhadores.
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