PUBLICADO EM 11 de set de 2026

Trabalhadores dos Correios iniciam greve por tempo indeterminado

Paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em todo o país após negociações salariais terminarem sem acordo; plano de saúde está entre os principais impasses

Trabalhadores dos Correios entram em greve

Trabalhadores dos Correios entram em greve

Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado às 22 horas desta quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada em 35 assembleias realizadas em diferentes estados, segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). No Acre, a deliberação estava prevista para esta sexta-feira (11).

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A mobilização ocorre após sucessivas rodadas de negociação salarial entre os representantes dos trabalhadores e a direção da estatal terminarem sem acordo. Também houve tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde da categoria. De acordo com a Findect, a direção dos Correios pretende alterar a condição da empresa como mantenedora do benefício, medida rejeitada pelos trabalhadores.

Em comunicado, a Federação afirmou que a categoria buscou uma solução negociada, mas que a empresa manteve seu posicionamento sobre uma questão considerada fundamental pelos funcionários.

Correios anunciam medidas para manter serviços

Em nota encaminhada ao G1, os Correios informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para manter o funcionamento dos serviços e reduzir os impactos da paralisação aos clientes.

Entre as medidas anunciadas estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de ações logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país.

Crise financeira

A greve acontece em meio à grave crise financeira enfrentada pelos Correios. No primeiro semestre de 2026, a estatal registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões.

Em 2025, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos para financiar sua reestruturação. Como contrapartida ao aval do Tesouro Nacional, o plano previa medidas como o fechamento de agências, a retirada de uma gratificação de R$ 500 paga aos trabalhadores que atendem diretamente o público e a implantação de um sistema para mapear os recursos necessários às entregas.

As medidas foram interrompidas em julho diante da possibilidade de greve da categoria. No início de setembro, os Correios também avançaram nas negociações de um novo empréstimo, no valor de R$ 7 bilhões. A proposta foi encaminhada ao Ministério da Fazenda para análise da capacidade de pagamento da estatal e deverá contar novamente com a garantia do governo federal.

As informações foram publicadas pelo jornal Extra nesta sexta-feira (11).

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