PUBLICADO EM 09 de set de 2026

Trabalhadores da Saúde aprovam greve a partir de segunda-feira em São Paulo

SinSaúdeSP afirma que Prefeitura não apresentou proposta para reajuste salarial e aumento dos benefícios; categoria fará ato no Viaduto do Chá

Greve dos trabalhadores da Saúde em São Paulo começa dia 14 de setembro. Foto: manifestação de 3/9 em frente à prefeitura

Greve dos trabalhadores da Saúde em São Paulo começa dia 14 de setembro. Foto: manifestação de 3/9 em frente à prefeitura

Os trabalhadores das Organizações Sociais (OSs), Santas Casas e hospitais filantrópicos de São Paulo aprovaram, em assembleia realizada na noite desta terça-feira (8), o início de uma greve na próxima segunda-feira, 14 de setembro. A categoria também fará um novo ato público, às 10h30, em frente à Prefeitura, no Viaduto do Chá, região central da capital.

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A decisão foi tomada depois que as reuniões entre o SinSaúdeSP, a Prefeitura e a Secretaria Municipal da Saúde terminaram sem acordo. Segundo o Sindicato, a administração do prefeito Ricardo Nunes não apresentou proposta para a correção dos salários nem para o aumento dos valores do vale-alimentação e do vale-refeição.

Os profissionais aguardam há quatro meses uma resposta às reivindicações da campanha salarial. Diante da ausência de avanços, a diretoria do SinSaúdeSP aprovou por unanimidade a convocação da assembleia e defendeu o início imediato da mobilização pela greve.

Negociações terminam sem proposta

A primeira reunião desta terça-feira ocorreu durante a manhã, mas não houve avanço nas negociações. A posição do presidente do SinSaúdeSP, Jefferson Caproni, e da comissão de trabalhadores levou a Prefeitura a marcar um novo encontro para as 15 horas.

Na segunda rodada, porém, também não foi apresentada uma proposta concreta, conforme informou a entidade. O resultado foi relatado à diretoria do Sindicato, que decidiu encaminhar à assembleia a paralisação das atividades.

Para o SinSaúdeSP, a falta de resposta demonstra descaso com profissionais que trabalham diariamente no atendimento à população e estiveram na linha de frente durante a pandemia de Covid-19.

“A situação é insustentável e precisamos dar uma resposta em alto e bom som. Se a Saúde de São Paulo parar, a responsabilidade será do prefeito”, afirmou a entidade.

Mobilização reuniu 8 mil trabalhadores

A greve foi aprovada cinco dias depois da manifestação que reuniu, segundo o Sindicato, mais de 8 mil profissionais da Saúde em frente à Prefeitura, na quinta-feira, 3 de setembro. Na ocasião, os trabalhadores cobraram valorização salarial e estabeleceram um prazo para que a administração municipal apresentasse uma resposta.

Mesmo após a demonstração de força da categoria, as negociações não avançaram. O Sindicato afirma que ainda buscava uma solução por meio do diálogo, mas considerou esgotada a possibilidade de acordo diante da ausência de propostas.

A entidade também dirigiu uma cobrança ao governador Tarcísio de Freitas para que intervenha na situação e contribua para a solução do impasse.

Com a greve aprovada, o SinSaúdeSP prepara a organização dos trabalhadores nos locais de trabalho e convoca toda a categoria para a concentração de segunda-feira. A paralisação abrangerá profissionais das OSs, Santas Casas e hospitais filantrópicos.

Greve e ato dos trabalhadores da Saúde

  • Quando? Segunda-feira, 14 de setembro, a partir das 10h30
  • Onde? Em frente à Prefeitura de São Paulo, Viaduto do Chá, Centro de São Paulo

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