
Sindicalistas debatem desafios sindicais na Fequimfar em atividadade internacional
Na tarde desta segunda-feira (11), a sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar) recebeu um encontro entre sindicalistas brasileiros e suecos, como parte da programação do intercâmbio bilateral internacional Brasil-Suécia promovido pela IndustriALL Global Union.
Leia também:
Sintetel reforça combate ao feminicídio em Podcast
A agenda do intercâmbio inclui ainda visita às instalações da Scania, em São Bernardo do Campo, nesta terça-feira (12), além de audiência no Ministério do Trabalho e Emprego marcada para o dia 14 de maio.
O encontro reuniu lideranças brasileiras e representantes internacionais para discutir conjuntura política, relações trabalhistas e cooperação internacional na defesa dos trabalhadores atualmente.
Participaram da reunião:
- Sergio Luiz Leite, presidente da FEQUIMFAR e vice-presidente da Força Sindical;
- Márcio Ferreira, presidente do Sintrabor e do STI da Borracha da Força Sindical.
- Edson Dias Bicalho, secretário-geral da FEQUIMFAR e membro do comitê executivo da IndustriALL Global Union;
- Mônica Veloso, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco;
- Lucineide Varjão, membra do comitê executivo da IndustriALL Global Union;
- Maicon Michel Vasconcelos da Silva, representante dos Metalúrgicos da CUT.
A delegação sueca é formada pela presidente Marie Nilsson e pelos dirigentes Johan Jarvklo, Peter Froven e Kaveh Hagi, representantes do IF Metall — Sindicato dos Metalúrgicos da Suécia, entidade que reúne cerca de 242 mil trabalhadores do setor.
Durante o encontro, os participantes debateram a conjuntura política, econômica e social dos dois países, além dos impactos desse cenário sobre os trabalhadores e o movimento sindical. Entre os temas centrais da discussão esteve a preocupação com o avanço global da extrema direita e os reflexos desse processo sobre o Estado Democrático de Direito e os direitos da classe trabalhadora.
As lideranças ressaltaram avanços recentes como:
- valorização do salário mínimo,
- campanhas salariais fortalecidas,
- correção do Imposto de Renda e
- igualdade salarial nacional.
Os participantes também destacaram políticas públicas voltadas ao combate da violência contra mulheres, enfrentamento do feminicídio e fortalecimento da Nova Indústria Brasil recentemente. E reforçaram parcerias internacionais voltadas à formação sindical, saúde ocupacional, segurança trabalhista e intercâmbio permanente de experiências globais.
Desafios
Entre os desafios para 2026, dirigentes defenderam:
- fortalecimento da negociação coletiva,
- custeio sindical,
- redução da jornada sem redução salarial e
- combate à pejotização nacional.
Outro ponto abordado foi o impacto das novas tecnologias sobre o mundo do trabalho. Os sindicalistas questionaram como será implementada a chamada “transição justa” diante do avanço da robótica e da inteligência artificial, defendendo medidas que garantam proteção social e preservação dos empregos.
O encontro reforçou a articulação internacional entre entidades sindicais e abriu espaço para a troca de experiências sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores em diferentes países.
Além disso, lideranças sindicais defenderam o fim da escala 6×1, reforçaram compromisso democrático e cobraram medidas permanentes contra violência sofrida pelas mulheres trabalhadoras.
Leia também:
Metalúrgicos da Bonfanti aprovam renovação da PLR, em Leme



