PUBLICADO EM 13 de maio de 2026

Sindicalistas debatem desafios sindicais na Fequimfar em atividadade internacional

FEQUIMFAR recebeu sindicalistas suecos para debater desafios trabalhistas, cooperação internacional, redução da jornada e fortalecimento sindical no Brasil

Sindicalistas debates desafios sindicais na Fequimfar em atividadade internacional

Sindicalistas debatem desafios sindicais na Fequimfar em atividadade internacional

Na tarde desta segunda-feira (11), a sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar) recebeu um encontro entre sindicalistas brasileiros e suecos, como parte da programação do intercâmbio bilateral internacional Brasil-Suécia promovido pela IndustriALL Global Union.

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A agenda do intercâmbio inclui ainda visita às instalações da Scania, em São Bernardo do Campo, nesta terça-feira (12), além de audiência no Ministério do Trabalho e Emprego marcada para o dia 14 de maio.

O encontro reuniu lideranças brasileiras e representantes internacionais para discutir conjuntura política, relações trabalhistas e cooperação internacional na defesa dos trabalhadores atualmente.

Participaram da reunião:

  • Sergio Luiz Leite, presidente da FEQUIMFAR e vice-presidente da Força Sindical;
  • Márcio Ferreira, presidente do Sintrabor e do STI da Borracha da Força Sindical.
  • Edson Dias Bicalho, secretário-geral da FEQUIMFAR e membro do comitê executivo da IndustriALL Global Union;
  • Mônica Veloso, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco;
  • Lucineide Varjão, membra do comitê executivo da IndustriALL Global Union;
  • Maicon Michel Vasconcelos da Silva, representante dos Metalúrgicos da CUT.

A delegação sueca é formada pela presidente Marie Nilsson e pelos dirigentes Johan Jarvklo, Peter Froven e Kaveh Hagi, representantes do IF Metall — Sindicato dos Metalúrgicos da Suécia, entidade que reúne cerca de 242 mil trabalhadores do setor.

Durante o encontro, os participantes debateram a conjuntura política, econômica e social dos dois países, além dos impactos desse cenário sobre os trabalhadores e o movimento sindical. Entre os temas centrais da discussão esteve a preocupação com o avanço global da extrema direita e os reflexos desse processo sobre o Estado Democrático de Direito e os direitos da classe trabalhadora.

As lideranças ressaltaram avanços recentes como:

  • valorização do salário mínimo,
  • campanhas salariais fortalecidas,
  • correção do Imposto de Renda e
  • igualdade salarial nacional.

Os participantes também destacaram políticas públicas voltadas ao combate da violência contra mulheres, enfrentamento do feminicídio e fortalecimento da Nova Indústria Brasil recentemente. E reforçaram parcerias internacionais voltadas à formação sindical, saúde ocupacional, segurança trabalhista e intercâmbio permanente de experiências globais.

Desafios

Entre os desafios para 2026, dirigentes defenderam:

  • fortalecimento da negociação coletiva,
  • custeio sindical,
  • redução da jornada sem redução salarial e
  • combate à pejotização nacional.

Outro ponto abordado foi o impacto das novas tecnologias sobre o mundo do trabalho. Os sindicalistas questionaram como será implementada a chamada “transição justa” diante do avanço da robótica e da inteligência artificial, defendendo medidas que garantam proteção social e preservação dos empregos.

O encontro reforçou a articulação internacional entre entidades sindicais e abriu espaço para a troca de experiências sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores em diferentes países.

Além disso, lideranças sindicais defenderam o fim da escala 6×1, reforçaram compromisso democrático e cobraram medidas permanentes contra violência sofrida pelas mulheres trabalhadoras.

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