O Ministério Público do Trabalho participou do 3º Seminário Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Infantil 2026, realizado na Uneb, em Salvador, durante dois dias.
Além disso, o encontro reuniu representantes públicos, especialistas, integrantes do sistema de justiça e organizações sociais para debater estratégias voltadas à proteção infantil.
Durante a programação, os participantes destacaram a necessidade de ampliar campanhas educativas, fortalecer fiscalizações e garantir proteção social às crianças vulneráveis.
Nesse contexto, especialistas alertaram que desigualdades sociais e raciais continuam favorecendo a permanência do trabalho infantil em diferentes regiões brasileiras atualmente.
A procuradora do Trabalho Elisiane Santos participou de debate sobre piores formas de trabalho infantil, violência e recorrentes violações de direitos.
Segundo Elisiane, crianças exploradas nas ruas permanecem invisibilizadas pelas estatísticas e políticas públicas, situação que afeta principalmente meninos negros brasileiros.
Ela defendeu, ainda, um pacto envolvendo sociedade, empresas e poder público para assegurar proteção integral e impedir crianças nas ruas.
Por sua vez, a procuradora Luíza Fidalgo destacou a importância do fortalecimento das políticas públicas e da atuação interinstitucional articulada.
Além disso, ela ressaltou que as oficinas promoveram construção coletiva de estratégias para ampliar o diálogo social e enfrentar problema.
A coordenadora nacional da Coordinfância, Fernanda Brito Pereira, afirmou que o seminário fortalece redes locais de proteção à infância.
Segundo Fernanda, a realização itinerante do evento busca ampliar o diálogo em regiões que apresentam maiores índices de trabalho infantil.
Já a secretária executiva do FNPETI, Katerina Volcov, destacou as oficinas temáticas como inovação voltada à capacitação técnica dos participantes.
Por fim, o seminário reuniu representantes de diversas instituições nacionais, fortalecendo ações conjuntas para prevenir e erradicar o trabalho infantil.
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