Oito trabalhadores da Amazon denunciaram supostas práticas de retaliação após participarem de audiências públicas sobre a expansão de data centers em Seattle, nos Estados Unidos.
A queixa foi apresentada ao órgão municipal responsável pela proteção dos direitos civis. Além disso, uma organização independente formada por empregados apoiou formalmente a denúncia.
Segundo os trabalhadores, a empresa iniciou investigações internas logo após suas participações em debates públicos sobre critérios para instalação de novos empreendimentos tecnológicos.
De acordo com os relatos, os funcionários receberam comunicados alertando sobre possíveis medidas disciplinares relacionadas às manifestações realizadas durante as audiências públicas recentes.
Impactos ambientais
As discussões ocorreram durante consultas promovidas pelas autoridades municipais. Nesse contexto, representantes da sociedade debateram impactos ambientais e urbanos da expansão tecnológica.
Durante os encontros, os trabalhadores defenderam regras mais rigorosas para novos projetos. Entre elas, exigiram energia renovável, transparência e controle sobre incentivos públicos.
Os participantes afirmaram que falaram como cidadãos interessados nas políticas ambientais e urbanas locais. Dessa forma, negaram qualquer representação institucional da empresa.
Contudo, após a aprovação de uma suspensão temporária para novos grandes data centers, três funcionários relataram convocações para reuniões individuais internas.
Segundo os denunciantes, representantes da área trabalhista questionaram conteúdos dos discursos apresentados. Além disso, buscaram informações sobre outros empregados participantes dos debates.
Representação indevida
Os trabalhadores contestam qualquer acusação de representação indevida. Conforme afirmam, deixaram claro que expressavam opiniões pessoais sem vínculo com posicionamentos corporativos oficiais.
Em resposta, a Amazon declarou possuir normas internas que regulam manifestações públicas feitas em nome da companhia por funcionários não autorizados.
A empresa afirmou que a investigação buscou apenas verificar possíveis interpretações equivocadas das declarações. Portanto, negou que a apuração representasse punição automática.
Além disso, a companhia declarou não adotar práticas de retaliação contra empregados. Também informou que não pretende desligar os profissionais envolvidos.
Agora, o órgão municipal analisará a denúncia para verificar possíveis violações de direitos civis. Caso identifique irregularidades, poderá determinar medidas corretivas posteriormente.
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