PUBLICADO EM 29 de abr de 2026

Juros altos ampliam endividamento das famílias; diz Força Sindical

Central afirma que redução de 0,25% a.a. na Selic mantém crédito caro, limita investimentos e prejudica empregos e crescimento econômico no país

Força Sindical critica corte insuficiente da Selic

Força Sindical critica corte insuficiente da Selic – Foto: Arquivo

A Força Sindical criticou a decisão do Copom sobre a taxa Selic, classificando o corte de 0,25% a.a. como insuficiente diante da economia nacional.

A central sindical argumenta que a redução mantém o crédito caro e, continua limitando o crescimento econômico, os investimentos produtivos e a geração de empregos.

Leia também: Juros elevados mantêm pressão sobre endividamento das famílias

Segundo a entidade, portanto, a decisão do Banco Central mantém juros elevados, encarece o financiamento e, consequentemente, penaliza famílias e empresas em todo o país.

Além disso, a Força Sindical reforça que seguirá mobilizada, cobrando cortes expressivos na Selic para estimular a economia, investimentos e fortalecer o mercado de trabalho.

Leia a nota na íntegra:

Juros altos ampliam endividamento das famílias

A Força Sindical considera tímida e insuficiente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em apenas 0,25% a.a..

A entidade avalia que havia espaço para um corte mais expressivo e destaca que o início do ciclo de redução ocorreu com atraso. Com a decisão, a Selic recuou de 14,75% para 14,50% ao ano, patamar ainda elevado.

Ao manter os juros em níveis altos, o Banco Central impõe um obstáculo significativo ao desenvolvimento econômico do país. A Força Sindical reafirma que seguirá mobilizada contra o que classifica como juros extorsivos, incompatíveis com a retomada do crescimento.

A política monetária adotada nos últimos anos produz efeitos nocivos à economia, pois restringe investimentos, freia a produção e compromete a geração de empregos e renda. Juros elevados encarecem o crédito em todo o sistema financeiro, penalizando diretamente famílias e empresas.

Além disso, a Central ressalta que o alto nível de endividamento das famílias brasileiras está diretamente relacionado ao custo elevado do dinheiro, como consequência da manutenção prolongada de taxas básicas elevadas.

Nesse cenário, a manutenção de juros altos restringe o acesso ao crédito, favorece margens financeiras elevadas do setor bancário e sinaliza desaceleração da atividade produtiva, em desacordo com as necessidades reais do país.

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

Leia também:

Centrais Sindicais fazem ato contra juros altos na Paulista

COLUNISTAS

QUENTINHAS