PUBLICADO EM 11 de jul de 2019
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Efeito Bolsonaro: Mercedes fecha fábrica em Minas

A gigante dos carros de luxo e dos caminhões, Mercedes, anunciou que fechará sua fábrica em Juiz de Fora (MG). Cerca de 900 trabalhadores diretos serão demitidos e a economia da região deve sofrer uma forte baixa.

A empresa confirma a pretensão de transferir a maioria das atividades para o porto de Vitória (ES) e para São Bernardo do Campo (SP).

Atualmente, a fábrica de caminhões em Juiz de Fora é considerada uma das mais modernas da América Latina.

Em uma audiência pública na Câmara Municipal de Juiz de Fora, na segunda (15), o diretor de comunicação da Mercedes-Benz Brasil, Luiz Carlos Moraes, sustentou que a empresa continua a apostar no mercado brasileiro, mas está se mudando para aumentar sua eficiência.

“Nós precisamos de crescimento e só crescimento faz aumentar o número de empregos”, afirma. “A logística Rio de Janeiro – Minas Gerais não funciona. Vamos atacar os problemas. Não podem transferir para nós um problema que é de infraestrutura”, cobrou o diretor de comunicação da Mercedes, se referindo aos poderes públicos. Luiz Carlos ainda comenta que as vendas de caminhões no Brasil caíram de 172 mil unidades em 2011 para 75 mil em 2017.

O prefeito Antônio Almas (PSDB), presente na audiência, afirma que procurou parlamentares do Senado e da Câmara Federal para auxiliar na solução do problema.

“Na verdade, a Prefeitura e a Câmara Municipal são os menores atores. Os grandes atores são a Assembleia Legislativa, Governo do Estado, Congresso Nacional e a Presidência da República. São eles que têm relação mais direta com a diretoria da empresa”, argumenta.

Durante a audiência pública, o presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos, Marco Antônio de Jesus, argumentou que o governo de Minas forneceu um grande incentivo (financiamento, terreno e fiscal) em 1999, na implantação da Mercedes, e cobra que a empresa responda a esse investimento com responsabilidade social.

Uma matéria do jornal Folha de S. Paulo, de fevereiro de 1999, aponta que a empresa recebeu R$ 770 milhões do governo de Itamar Franco, através do Fundo de Desenvolvimento de Indústrias Estratégicas e do Fundo de Incentivo à Industrialização. O valor corresponderia hoje a R$ 3,6 bilhões, corrigidos pelo IGP-M.

 

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  • Samuel

    Quer dizer que a crise da pandemia mundial e por causa do presidente do Brasil? Bando de hipócritas!

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