
CNTA repudia Nestlé por suspender 500 trabalhadores na Colômbia após terremoto ocorrido em agosto de 2026
A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação e Afins (CNTA) e suas entidades filiadas manifestaram, nesta quinta-feira (10), em Brasília, “profundo repúdio” à suspensão em massa de contratos de mais de 500 trabalhadores da Nestlé na Colômbia, nas plantas de Bugalagrande (Valle del Cauca) e Dosquebradas (Risaralda).
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Segundo a entidade, a medida da multinacional ocorreu logo após a região ser atingida por um terremoto e agrava a insegurança de famílias que precisariam de estabilidade para se recuperar da tragédia. No texto oficial, a CNTA afirma que a empresa colocou a redução de custos acima das pessoas e trata a força de trabalho “como mero número descartável”.
A confederação se soma aos sindicatos colombianos e à comunidade internacional para exigir o cancelamento imediato das suspensões, o restabelecimento integral de salários e direitos e a abertura de diálogo com as representações sindicais locais, a fim de garantir apoio humanitário aos atingidos.
Confira a nota na íntegra:
A Nestlé exige lucros, mas demite na tragédia: SOLIDARIEDADE aos trabalhadores da Colômbia!A CNTA (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação e Afins) e suas entidades filiadas, vêm a público, manifestar seu mais profundo REPÚDIO à decisão arbitrária e desumana da direção da multinacional Nestlé na Colômbia, que suspendeu de forma massiva os contratos de trabalho de mais de 500 trabalhadores e trabalhadoras das plantas de Bugalagrande (Valle del Cauca) e Dosquebradas (Risaralda).
A decisão da empresa revela uma profunda falta de sensibilidade social, especialmente por ocorrer justamente após a região ser duramente atingida por um terremoto.
Em um momento em que pais e mães de família mais precisam de estabilidade, segurança e dignidade para reconstruir suas vidas e proteger seus familiares, a Nestlé opta por ampliar a insegurança e o desamparo, colocando a redução de custos acima das pessoas e de suas necessidades.
Não podemos aceitar que uma das maiores corporações de alimentos do planeta trate a força de trabalho como mero número descartável, ignorando uma crise humanitária de tamanha gravidade.
Diante disso, a CNTA soma sua voz à dos sindicatos colombianos e à comunidade internacional para EXIGIR:
O imediato cancelamento das suspensões dos contratos de trabalho;
O restabelecimento integral dos salários e direitos de todos os trabalhadores afetados;
A abertura de um canal de diálogo respeitoso com as representações sindicais locais para garantir o apoio humanitário necessário aos funcionários atingidos pela catástrofe natural.
A exploração e a falta de empatia corporativa não conhecem fronteiras, mas a nossa solidariedade também não.
Toda força aos companheiros e companheiras da Colômbia!
Brasília/DF, 10 de setembro de 2026
Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA
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