Eduardo Annunciato, o Chicão, presidente do STIEESP, reuniu-se com o deputado federal Jilmar Tatto para discutir desigualdades entre trabalhadores próprios e terceirizados do setor elétrico.
Além disso, participaram do encontro os diretores Sérgio Canuto e Jutelmo Rodrigues da Silva, que acompanharam o debate sobre direitos, remuneração, benefícios e condições trabalhistas.
A proposta busca estabelecer referências mínimas para profissionais que exercem funções equivalentes, porém mantêm diferentes vínculos empregatícios, reduzindo disparidades existentes atualmente dentro das empresas elétricas.
Entre os pontos discutidos estão salários, vale-refeição, vale-alimentação, PLR, prêmio de férias, jornada, transporte, segurança, saúde ocupacional e mecanismos destinados à valorização profissional dos eletricitários.
Além disso, sindicatos e trabalhadores participarão da iniciativa, apresentando informações sobre diferenças encontradas diariamente nas empresas, fortalecendo propostas conectadas à realidade vivenciada pela categoria profissional.
Para Chicão, enfrentar essas distorções impede que empresas utilizem terceirização como instrumento para reduzir direitos, ampliar desigualdades e precarizar relações profissionais existentes no setor elétrico.
Nesse sentido, Chicão afirmou:
“Não podemos aceitar que trabalhadores que exercem funções semelhantes, enfrentam os mesmos riscos e ajudam a garantir um serviço essencial à população sejam tratados de forma desigual. Se o trabalho tem o mesmo valor, precisamos discutir como garantir condições mais justas para todos”, declarou o presidente do STIEESP.
Durante a reunião, Jilmar Tatto comprometeu-se a levar o tema à Câmara dos Deputados e colaborar na construção de alternativas legislativas capazes de combater essas desigualdades trabalhistas.
Por sua vez, a categoria poderá apresentar relatos e sugestões sobre remuneração, benefícios, jornadas, segurança e outros aspectos das relações profissionais existentes no setor elétrico paulista.
Essas contribuições ajudarão a identificar disparidades e subsidiar mecanismos capazes de ampliar a proteção dos terceirizados, promovendo maior equilíbrio diante das condições asseguradas aos empregados próprios.
De acordo com o STIEESP, trabalhadores que desempenham atividades equivalentes, enfrentam riscos semelhantes e garantem o mesmo serviço essencial precisam receber condições dignas, valorização profissional e proteção social.
O encontro amplia o diálogo entre movimento sindical, eletricitários e Congresso Nacional para transformar reivindicações da categoria em medidas concretas voltadas à igualdade trabalhista.

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