PUBLICADO EM 18 de jul de 2026

Centrais sindicais do RS protestam em frente à Fiergs pelo fim da escala 6×1

Manifestações em defesa do fim da escala 6×1 destacam a necessidade de melhorias nas condições de trabalho no Brasil.m

Sindec-POA em manifestação pelo fim da escala 6x1. Reprodução redes socaisi.

Sindec-POA em manifestação pelo fim da escala 6×1. Reprodução redes socaisi.

Trabalhadores de diferentes categorias participaram, na manhã desta quinta-feira (16), de uma manifestação em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre, em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição dos salários. O local foi escolhido em razão da posição contrária da entidade patronal à proposta em debate no Congresso Nacional.

Leia também:

UGT alerta para a urgência de combater a violência contra crianças

Convocado pelas entidades que integram o Fórum das Centrais, o ato reuniu dirigentes sindicais, federações e sindicatos de diferentes setores. Com faixas, bandeiras, palavras de ordem e distribuição de materiais informativos, os participantes defenderam que a redução da jornada proporcionará mais tempo para o descanso, o convívio familiar, os estudos, o lazer e os cuidados com a saúde. Também denunciaram a pressão exercida pelo empresariado para impedir o avanço da proposta.

Entre as entidades presentes esteve o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec-POA). Em vídeo divulgado pelo Sindicato, o diretor Claudio Corrêa, durante a mobilização, afirmou que os comerciários da Capital se uniram à Força Sindical e à FETRAFI-RS para defender a aprovação da jornada de 40 horas semanais e o fim da escala 6×1.

Segundo o dirigente, o atual modelo de jornada tem provocado o adoecimento de milhares de trabalhadores e trabalhadoras e precisa ser superado.

“A escala 6×1 tem deixado muitos trabalhadores adoecidos. É uma jornada escravagista e não podemos permitir que isso continue acontecendo no Brasil”, afirmou.

Claudio também destacou que as mulheres estão entre as mais prejudicadas pelo atual sistema de trabalho. De acordo com ele, a jornada excessivamente exaustiva dificulta o cuidado com os filhos, a realização das tarefas domésticas e a possibilidade de investir na própria formação, comprometendo a qualidade de vida e as oportunidades de desenvolvimento profissional.

O diretor do Sindec-POA ressaltou ainda que um dos principais objetivos da mobilização foi pressionar o Senado a dar andamento à proposta.

“Estamos aqui em frente à Fiergs, em um ato unitário das centrais sindicais, para cobrar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque em votação a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial”, declarou.

A proposta de redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 fazem parte da pauta defendida pelas centrais sindicais em todo o país. Os movimentos cobram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), argumentando que a medida contribuirá para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir o adoecimento relacionado ao trabalho e ampliar a geração de empregos, sem redução de salários.

Leia também:

Acontecimento importante, por João Guilherme

Acontecimento relevante; por João Guilherme

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

COLUNISTAS

QUENTINHAS