PUBLICADO EM 02 de ago de 2026

Intercâmbio entre Brasil e México fortalece atuação sindical das mulheres no setor da borracha

Descubra como mulheres no setor da borracha estão se unindo para enfrentar desafios e promover direitos trabalhistas.

Sintrabor/Fenabor e Sitimm promovem intercâmbio internacional bilateral de mulheres do setor da borracha entre Brasil e México

Sintrabor/Fenabor e Sitimm promovem intercâmbio internacional bilateral de mulheres do setor da borracha entre Brasil e México

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha, Pneumáticos e Afin (SINTRABOR) e a FENABOR promoveram, na última sexta-feira (31), na sede do sindicato, um intercâmbio internacional bilateral de mulheres entre Brasil e México. A iniciativa reuniu dirigentes sindicais, pesquisadoras, representantes de instituições acadêmicas e organizações internacionais para debater os desafios enfrentados pelas trabalhadoras e fortalecer a cooperação entre os dois países em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

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O encontro contou com a participação do Sindicato Industrial de Trabajadores de la Industria Metal Mecánica (SITIMM), da IndustriALL Global Union, da UNICAMP e do DIEESE, consolidando um espaço de formação, troca de experiências e articulação internacional. A realização do evento também teve caráter simbólico por ocorrer poucos dias após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, datas que reforçam a luta contra o racismo, o machismo e as desigualdades.

A abertura foi conduzida pelo vice-presidente do SINTRABOR, Samuel Ferrinho, representando o presidente da entidade e da FENABOR, Márcio Ferreira. Também participaram Roberto Viger e José Odair, diretores do SindBorr Americana, além de Monica Veloso, dirigente da IndustriALL Global Union, da CNTM e da Força Sindical.

Ao longo da programação, os participantes destacaram a importância da cooperação internacional para fortalecer a organização sindical e ampliar a participação das mulheres nos espaços de representação. Entre os temas debatidos estiveram igualdade salarial, negociação coletiva, desigualdade social, feminicídio, igualdade de gênero e a necessidade de ampliar a solidariedade entre trabalhadores e trabalhadoras de diferentes países.

O principal painel do encontro abordou o tema “Negociação Coletiva, Feminicídio, Perspectivas e Desafios do Mundo do Trabalho”. As exposições foram conduzidas pela professora Marilane Teixeira, da UNICAMP/CESIT, e pela economista Camila Ikuta, do DIEESE. O debate contou ainda com a participação de Adela Segoviano Raya, diretora jurídica do Comitê Executivo Nacional do SITIMM; Margarita Campos Delgado, secretária de Saúde Familiar, Segurança e Saúde do sindicato mexicano; e Osenilda Alves, diretora do SINTRABOR.

A coordenação do intercâmbio ficou a cargo do assessor de Relações Internacionais do SINTRABOR/FENABOR, Ortelio Palácio. O diretor de Saúde da entidade, Laércio Gomes, também participou das discussões, contribuindo para o debate sobre os desafios enfrentados pelas trabalhadoras no mundo do trabalho.

Para apoiar as atividades, cada participante recebeu um kit com materiais de formação, incluindo a programação do evento, apresentação institucional do SINTRABOR, a cartilha da Pauta da Classe Trabalhadora da CONCLAT 2026/2030, revista do Encontro Internacional dos Trabalhadores da Borracha, estudos do DIEESE sobre a participação feminina no mercado de trabalho e uma camiseta da campanha de combate ao feminicídio. O evento também contou com equipamentos de tradução simultânea para facilitar a comunicação entre as delegações brasileira e mexicana, além de suporte técnico da equipe de Tecnologia da Informação do sindicato.

Durante o encontro, participantes destacaram os investimentos realizados pela gestão do presidente Márcio Ferreira na formação política, acadêmica e sindical da categoria. Segundo os organizadores, a promoção de espaços permanentes de qualificação fortalece a atuação sindical, amplia o acesso ao conhecimento e contribui para a defesa dos direitos dos trabalhadores, para a solidariedade internacional e para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

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