Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal iniciam greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira, 10 de setembro, após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco nacionalmente.
A categoria decidiu pela mobilização durante assembleias realizadas pelos sindicatos de bancários de todo o país nos dias 3 e 4 de setembro últimos.
Durante as assembleias, os empregados avaliaram propostas destinadas à renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e dos Acordos Coletivos de Trabalho específicos dos bancos.
Assim, os trabalhadores analisaram as condições apresentadas nas negociações da campanha salarial e definiram os próximos passos da mobilização em diferentes bases sindicais pelo país.
Proposta é rejeitada em 128 bases
Na Caixa, trabalhadores de 128 bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pelo banco, demonstrando ampla insatisfação com os termos encaminhados durante as negociações da campanha.
Além disso, em 93 dessas bases, os empregados aprovaram greve por tempo indeterminado, com início marcado para esta quinta-feira, 10 de setembro, em todo país.
Por outro lado, trabalhadores de outras 35 bases também rejeitaram a proposta, porém decidiram defender a retomada das negociações antes da realização de uma paralisação.
O resultado das assembleias demonstra a insatisfação dos empregados com a proposta e amplia a mobilização por avanços capazes de atender às reivindicações apresentadas pela categoria.
Dessa forma, a greve aumenta a pressão sobre a direção da Caixa para apresentar condições consideradas satisfatórias pelos trabalhadores durante o processo de negociação da campanha.
Greve atinge especificamente a Caixa
Neste momento, a paralisação envolve especificamente os empregados da Caixa e não deverá atingir trabalhadores dos demais bancos públicos e privados existentes no sistema financeiro brasileiro.
Isso ocorre porque as demais instituições financeiras seguem processos distintos de negociação ou já tiveram seus acordos coletivos aprovados pelos trabalhadores das respectivas categorias profissionais.
Portanto, a greve reforça a disposição dos empregados da Caixa para buscar melhores condições de trabalho, valorização profissional e avanços nos direitos previstos coletivamente pela categoria.
Leia também: DIEESE aponta avanços e desafios do Brasil em 30 anos


