PUBLICADO EM 17 de ago de 2026

Sindicalismo comerciário se mobiliza em defesa dos trabalhadores das Casas Bahia

Casas Bahia está em recuperação judicial após fechar 298 lojas. Conheça as implicações para os trabalhadores e as ações dos sindicatos

Descubra as causas do fechamento das lojas Casas Bahia e as implicações da recuperação judicial para a empresa e seus funcionários.

Descubra as causas do fechamento das lojas Casas Bahia e as implicações da recuperação judicial para a empresa e seus funcionários.

O recente anúncio do fechamento de 298 lojas físicas das Casas Bahia em todo o Brasil ligou o sinal de alerta nos Sincomerciários filiados à Fecomerciários, onde há unidades instaladas.

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O número representa cerca de 28,7% da gigante rede varejista. O Grupo protocolou no Foro Central Cível de São Paulo, um pedido de recuperação judicial. A medida envolve a própria companhia e outras nove empresas. O objetivo é reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite às empresas com dificuldades financeiras renegociar suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a companhia continue operando enquanto busca reequilibrar suas contas. As demissões podem atingir cerca de 7% dos funcionários. No primeiro semestre do ano, a Casas Bahia empregava cerca de 30 mil.

Atentos

Surpresa com o anúncio do encerramento de 298 lojas, com a demissão, inicialmente, de cerca de dois mil funcionários, a base sindical comerciária está atenta aos desdobramentos da crise e redobra a vigilância para resguardar os empregos e direitos, em caso de indesejadas novas demissões.

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo prepara uma ação judicial para anular a demissão em massa que deve se basear na proibição constitucional de dispensa em massa sem diálogo prévio com Sindicatos.

São Paulo

O presidente Ricardo Patah informa que a entidade vai pedir a suspensão dos desligamentos até que uma negociação seja realizada. O entendimento proposto se baseará na ação de repercussão geral de tema 638, da qual o STF decidiu em 2022 que a negociação prévia com sindicatos é imprescindível em casos de demissão em massa, o que não ocorreu.

O Sindicato negociará benefícios extras e a realocação de gestantes e funcionários em vulnerabilidade. Caso a via judicial falhe, as prioridades incluem a extensão da assistência médica, indenizações complementares e a transferência de gestantes para pontos de venda remanescentes.

Conforme o presidente Patah:

“o Sindicato não foi avisado previamente dos cortes. A entidade afirma que soube dos cortes de maneira informal e que exigirá a listagem completa das demissões para avaliar os impactos, para que possa prestar atendimento individualizado aos trabalhadores; também iniciou uma panfletagem a respeito nas ruas”.

Reunião entre o Sindicato e a empresa está marcada para as 10h de amanhã. No encontro, o Sindicato vai propor alternativas para evitar a demissões.

Márcia

A presidente em exercício da Fecomerciários, Márcia Caldas, afirma:

“O comerciário não pode pagar esta conta! Estamos atentos e vigilantes, ainda mais pela preservação dos empregos e diante dos desdobramentos das famigeradas demissões. O comerciário não está sozinho!”.

Fonte: UOL

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