
Mobilização pelo fim da escala 6×1 percorreu as ruas de Porto Alegre, da Rodoviária ao Palácio Piratini, reunindo trabalhadores e servidores públicos estaduais em um ato unificado. | Crédito: Clara Aguiar
No Dia Nacional de Mobilização, centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares ocuparam o Centro de Porto Alegre nesta terça-feira (30).
A mobilização reuniu trabalhadores e representantes sindicais em defesa dessas reivindicações. O movimento reforçou que a pauta vai além das relações de trabalho: envolve a preservação da saúde física e mental, a ampliação do tempo para o convívio familiar, o descanso, o lazer e mais dignidade para os trabalhadores e trabalhadoras que movimentam diariamente o setor do comércio.
Dirigentes e trabalhadores do Sindec Porto Alegre destacaram a importância da mobilização em defesa de uma jornada de trabalho mais humana. A entidade reafirmou seu apoio à redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários, e ao fim da escala 6×1, bandeiras consideradas essenciais para garantir melhores condições de vida à categoria.
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Ao chegar ao Palácio Piratini, a marcha encontrou servidores públicos estaduais mobilizados. Dessa forma, trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público unificaram reivindicações em defesa dos direitos sociais.
Os servidores partiram do prédio do Instituto de Previdência do Estado e reforçaram o protesto. Além da jornada menor, manifestaram oposição ao leilão de privatização de serviços nas escolas estaduais.
Representando a Força Sindical-RS, Cláudio Corrêa destacou a importância da unidade entre as centrais para garantir avanços concretos aos trabalhadores brasileiros em todo o país.
“A redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6×1 representam uma conquista histórica para a classe trabalhadora. Nossa mobilização demonstra que os trabalhadores estão unidos e não vão recuar até que o Senado aprove essa mudança, garantindo mais qualidade de vida, geração de empregos e justiça social”, afirmou Cláudio Corrêa.
O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, afirmou que jornadas prolongadas prejudicam trabalhadores e comprometem a qualidade de vida. Segundo ele, reduzir o tempo de trabalho beneficia toda a sociedade.
“Mais tempo pra vida, pro trabalhador e trabalhadora, inclusive, é maior produtividade, menos doenças, mais tempo livre para estudar, para conviver com as famílias”, destacou Cenci durante o ato.
As manifestações ocorreram simultaneamente em diversos estados brasileiros. Dessa forma, as centrais ampliam a pressão sobre o Senado para votar a proposta de redução da jornada.
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