PUBLICADO EM 01 de jul de 2026

Ato em São Paulo reforça luta pela jornada de 40 horas

Ato na Avenida Paulista reúne centrais sindicais e movimentos pela aprovação da PEC que reduz a jornada para 40 horas sem corte salarial

Milhares de trabalhadores se mobilizam na Avenida Paulista pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1.

Milhares de trabalhadores se mobilizam na Avenida Paulista pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1.

A manifestação reuniu milhares de trabalhadores nesta terça-feira, na Avenida Paulista, em São Paulo e integra o Dia Nacional de Mobilização pela Redução da Jornada de Trabalho e pelo fim da escala 6×1.

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O ato aconteceu em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, foram quase três horas nas quais os manifestantes ocuparam as ruas da capital paulista em defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1.

A mobilização começou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), interditou uma das pistas da Avenida Paulista e seguiu em caminhada pela Rua Augusta, com faixas, cartazes e palavras de ordem.

O ato foi encerrado na Praça Franklin Roosevelt, reforçando a pressão sobre o Senado pela aprovação da PEC do fim da escala 6×1.

Votação no Senado

O movimento ocorre enquanto a PEC nº 221, aprovada pela Câmara dos Deputados há mais de um mês, aguarda votação no Senado e enfrenta resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

De acordo com lideranças sindicais, empresários pressionam pelo adiamento da análise legislativa e defendem que o Senado vote a proposta somente após as próximas eleições nacionais. Tal postura acirra a animosidade. Durante o ato, manifestantes entoaram palavras de ordem. Entre elas: “Não é mole, não. A 6×1 só é boa para o patrão”, reforçando reivindicações históricas.

Presença sindical

O ato reuniu ainda lideranças de outras centrais sindicais, movimentos sociais e trabalhadores. Josinaldo Cabeça, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, reforçou que a redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam uma luta por dignidade, saúde e qualidade de vida para a classe trabalhadora.

“O Senado precisa ouvir as ruas e aprovar uma proposta que gere mais empregos, fortaleça as famílias e garanta condições mais justas para quem produz a riqueza deste país”, defendeu o líder sindical.

Josinado Cabeça representou a direção Nacional da Força Sindical

Josinado Cabeça representou a direção Nacional da Força Sindical

Já Adriano, do Sindicato dos Metalúrgicos de SP, destacou que a mobilização na Avenida Paulista demonstra que a classe trabalhadora está unida e determinada a conquistar uma jornada mais humana.

“A redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6×1 são medidas que valorizam o trabalhador, geram empregos e impulsionam o desenvolvimento econômico com justiça social. Vamos manter a pressão até que o Senado transforme essa reivindicação em realidade”, afirmou o sindicalista.

O secretário de Comunicação da CTB, Douglas Melo, e o presidente da CTB-SP, Rene Vicente afirmaram que passou da hora de acabar com as jornadas exaustivas.

“Defendemos a redução da jornada, sem redução salarial, porque essa é uma luta por dignidade, saúde, qualidade de vida, tempo para a família e valorização do trabalho. Só a mobilização conquista direitos. Vamos fortalecer essa luta juntos”, afirmaram os sindicalistas.

Representando a UGT, o diretor Josimar Andrade destacou que a mobilização precisa ultrapassar as ruas e chegar ao Congresso Nacional por meio da pressão popular organizada. Segundo ele, este é o momento de cada trabalhador participar ativamente da campanha.

“Não basta apenas participar da manifestação. Precisamos fazer uma verdadeira enxurrada de mensagens aos parlamentares, utilizando e-mails, redes sociais e contatos telefônicos com os gabinetes dos senadores. A pressão da sociedade é fundamental para que a PEC avance. Foi assim que conquistamos tantos direitos ao longo da história e será assim que conquistaremos mais essa importante vitória para a classe trabalhadora”, afirmou.

O secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo, afirmou que a mobilização representa um passo importante na construção de uma agenda que melhore concretamente a vida da classe trabalhadora. Segundo ele, enquanto os atos acontecem nas ruas, dirigentes das centrais sindicais articulam, em Brasília, uma estratégia para cobrar diretamente os senadores.

“Presidentes das centrais sindicais já estão em Brasília reunidos, articulando a estratégia para uma conversa nesta quarta-feira para dizer ao Alcolumbre e para aqueles senadores que vão disputar as eleições de outubro: ou tira a proposta da gaveta ou vota a favor. Aqueles que vão disputar as eleições não voltarão para o Senado Federal”, afirmou.

Adriano Lateri representou a Força Sindical SP e o Fórum das Centrais Sindicais

Mobilização em Brasília nesta quarta

Diversos representantes dos trabalhadores e de movimentos populares estão em Brasília para participar da reunião convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta quarta-feira (1º).

Durante o encontro, eles irão debater a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Entre os convidados estão a líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), os autores da PEC na Câmara dos Deputados e representantes das centrais sindicais.

“Chegou a hora de o Senado ouvir a voz das trabalhadoras e dos trabalhadores. Reduzir a jornada sem reduzir salários significa mais qualidade de vida, mais empregos e um Brasil mais justo. Vamos continuar mobilizados até que essa conquista se torne realidade”, destacou Miguel Torres, presidente da Força Sindical que vai participar do encontro desta quarta-feira.

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