PUBLICADO EM 24 de set de 2026

Plenária reúne centrais sindicais e movimentos sociais em SP

Encontro em São Paulo reúne centrais sindicais, movimentos sociais e lideranças políticas para debater mobilização na reta final eleitoral

Movimentos sociais e centrais sindicais se mobilizam em ato importante por democracia e direitos trabalhistas.

Movimentos sociais e centrais sindicais se mobilizam em ato importante por democracia e direitos trabalhistas.

Movimentos sociais, centrais sindicais, juventudes, artistas e lideranças políticas participaram, terça-feira (22), em São Paulo, da Plenária Nacional de Mobilização da campanha presidencial de Lula.

O encontro ocorreu no Espaço Cultural Elza Soares e reuniu representantes da Força Sindical, CUT, Intersindical, CTB, CSB e diversas organizações populares brasileiras.

Adriano Lateri, vice-presidente da Força Sindical de São Paulo e dirigente dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, apresentou o ato ao lado de representantes da juventude.

Adriano também destacou a defesa da democracia, dos direitos trabalhistas e das pautas consideradas prioritárias pelo movimento sindical.

“Estamos aqui para defender a democracia e um Brasil que valorize quem trabalha. O governo do presidente Lula tem um compromisso importante com os trabalhadores, e nós queremos avançar ainda mais: acabar com a escala 6 x 1 e reduzir a jornada de trabalho, sem redução de salários. Trabalhar menos, com direitos e dignidade, é também melhorar a qualidade de vida do trabalhador e fortalecer o nosso país”, afirmou Adriano.

Além disso, o sindicalista ressaltou a diversidade de organizações presentes e avaliou a plenária como um espaço importante para participação social e manifestação de diferentes setores.

“Foi um ato muito representativo da sociedade brasileira. Ali estavam centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e diferentes setores da sociedade civil, reunidos para apresentar suas posições e participar do debate sobre os rumos do Brasil. Para a Força Sindical, estar presente nesse espaço também significa reafirmar a importância da democracia, da participação social e da defesa dos direitos dos trabalhadores. Foi uma satisfação representar a nossa central e contribuir com a condução de um ato tão significativo.”

Pelas centrais, participaram João Carlos Gonçalves, Juruna, da Força Sindical; Renato Zulato, CUT; Nilza Almeida, Intersindical; Adilson Araújo, CTB; e Antonio Neto, CSB.

Adilson Araújo (presidente da CTB), falou em nome das Centrais Sindicais ressaltou que Lula é o presidente que seguirá apresentando uma política de valorização do trabalho e do trabalhador

Encruzilhada histórica

Representando as centrais sindicais, Adilson Araújo, presidente da CTB, destacou a participação dos trabalhadores no debate eleitoral e classificou o atual momento como uma “encruzilhada histórica”.

“O Brasil se encontra diante de uma encruzilhada histórica. E, a bem da verdade, essas eleições, mais do que qualquer outra, será um momento decisivo para nossa subsistência, sobremaneira para nossa sobrevivência”, afirmou Adilson.

Além disso, o dirigente defendeu soberania nacional, desenvolvimento, distribuição de renda, redução dos juros e valorização do trabalho como pontos centrais para o futuro brasileiro.

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem empreendido muitos esforços. É o presidente que segue ambicionado em defender o SUS, em fazer com que o Brasil possa cada vez mais distribuir a riqueza, desconcentrando dos ricos, diminuindo os juros e apresentando uma política de valorização do trabalho e do trabalhador”, declarou.

Adilson ressaltou a importância da participação popular: “Nós sabemos que o exercício da democracia é uma construção coletiva, da qual a sociedade, o povo tem participação direta e decisiva”.

Ampliar diálogo com a sociedade

Além disso, dirigentes de movimentos sociais defenderam intensificar o diálogo com trabalhadores, moradores das periferias e outros segmentos durante os últimos dias da campanha eleitoral.

João Pedro Stédile, da direção nacional do MST e representante da Frente Brasil Popular, convocou a militância para ampliar diretamente o diálogo com a população brasileira.

“O povo quer ser ouvido, e agora é tempo de arregaçar as mangas e bater de casa em casa”, afirmou Stédile durante sua participação na plenária.

Na sequência, Ana Paula Perles, representante do MTST e da Frente Povo Sem Medo, sintetizou a estratégia defendida pelos movimentos: “pé na rua e celular na mão”.

Representando o movimento sindical, Adilson Araújo, presidente da CTB, classificou o atual momento político como “uma encruzilhada histórica” e defendeu mobilização dos trabalhadores brasileiros.

Durante sua participação, Edinho Silva, presidente nacional do PT, abordou soberania e desenvolvimento:

“O Brasil do presidente Lula representa a soberania, o avanço e a modernização”.

Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo, defendeu manter “um estado permanente de campanha” e abordou, durante sua manifestação, a violência enfrentada pelas mulheres.

“As 270 mães que perderam suas filhas no último ano sabem que o problema não foi resolvido”, declarou Marina ao abordar políticas estaduais para mulheres.

Fernando Haddad, candidato ao governo paulista, também discursou durante a plenária e destacou sua visão sobre militância política, participação popular e mobilização nas ruas paulistas.

“A nossa tradição é ir pra rua com honra, ética, causa e bandeira”, afirmou Haddad ao destacar a atuação política dos movimentos presentes na plenária.

Por fim, Geraldo Alckmin, vice-presidente e candidato à reeleição, destacou o papel da sociedade organizada e defendeu respeito ao processo eleitoral e à decisão popular.

“Quem não acredita na democracia, no julgamento popular, na força do voto do povo, nem deveria disputar eleições”, afirmou Alckmin durante sua manifestação no encontro.

Alckmin também afirmou que o governo pretende adotar medidas relacionadas às apostas eletrônicas: “Presidente Lula vai agir firme contra as bets”, declarou o vice-presidente brasileiro.

Representantes das centrais sindicais

  • Força Sindical: João Carlos Gonçalves, Juruna;
  • CUT: Renato Zulato;
  • Intersindical: Nilza Almeida;
  • CTB: Adilson Araújo;
  • CSB: Antonio Neto.

Além das centrais, participaram representantes da APEOESP, Direitos Já, ABJD, Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude, CMP, MAB, UNMP, MNU e outras organizações.

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