
Marinho defende jornada menor fim imediato da escala 6×1
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu, nesta quinta-feira, o fim imediato da escala 6×1 e reafirmou apoio à redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial. A fala aconteceu durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
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A audiência reuniu parlamentares, representantes sindicais e trabalhadores nas comissões do Trabalho, Previdência, Assistência Social e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa mineira nesta quinta-feira.
Em seu pronunciamento, o ministro Luiz Marinho destacou a mobilização popular e enalteceu o protagonismo das mulheres e dos jovens em colocar a redução da jornada em pauta. Ao defender o fim imediato da escala 6×1, Marinho apontou que 66,8% das empresas brasileiras já operam no modelo 5×2, enquanto as 33,2% que mantêm o sistema tradicional enfrentam dificuldades recentes para contratar, uma vez que os profissionais rejeitam essa rotina nos processos seletivos.
O ministro reafirmou apoio do Governo Federal ao Projeto de Lei nº 1.838/26, encaminhado ao Congresso Nacional para votação ainda neste semestre. A proposta prevê redução imediata da jornada semanal para 40 horas, garantindo duas folgas semanais sem qualquer diminuição salarial aos trabalhadores brasileiros. Ele ressaltou ainda que as companhias que anteciparam a transição registraram queda no absenteísmo (faltas) e aumento consistente de produtividade. Diante disso, reforçou o compromisso com a celeridade legislativa:
“Nós queremos acabar com a escala 6×1 imediatamente. Vamos votar essa matéria neste mês, em homenagem às trabalhadoras e aos trabalhadores brasileiros”, afirmou, garantindo que a comissão trabalha intensamente para viabilizar a votação ainda em maio.
Clamor popular
O ministro afirmou ainda acreditar que o Congresso Nacional ouvirá o clamor popular e aprovará rapidamente mudanças defendidas pelos trabalhadores presentes na audiência pública mineira.
Também presente ao encontro, Guilherme Boulos defendeu a redução da jornada como instrumento importante para ampliar produtividade e qualidade laboral.
“Quando reduziram a jornada para 44 horas, diziam que o Brasil quebraria. Entretanto, nada aconteceu. A produtividade cresce com qualificação profissional e juros menores”, afirmou.
O presidente da comissão especial, Alencar Santana, anunciou leitura do relatório final da proposta na próxima segunda-feira, antes da votação parlamentar. De acordo com Alencar Santana, o relatório do deputado Leo Prates seguirá posteriormente ao plenário da Câmara dos Deputados para apreciação definitiva dos parlamentares federais.
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