O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara seu quarto discurso deste mandato na Assembleia Geral da ONU, prevista para setembro, em Nova York.
Durante o pronunciamento, Lula deverá defender a soberania brasileira, abordar os impactos econômicos das tarifas norte-americanas e condenar ingerências estrangeiras no processo eleitoral brasileiro.
Além disso, o presidente deverá destacar a defesa da democracia mundial diante das tensões internacionais e reafirmar posições brasileiras sobre independência política e institucional.
A Assembleia Geral começa em 8 de setembro, enquanto o debate geral ocorrerá entre os dias 22 e 26, prosseguindo também no dia 28.
Nesse contexto, Lula deverá abordar as medidas adotadas pelo governo Donald Trump contra o Brasil, principalmente diante das tarifas impostas recentemente sobre produtos brasileiros exportados.
Por outro lado, o governo brasileiro trabalha para viabilizar uma reunião entre Lula e Trump durante a passagem dos dois presidentes pela Organização das Nações Unidas.
Anteriormente, Lula afirmou que pretende telefonar ao presidente norte-americano para propor o encontro em Nova York, embora nenhuma reunião tenha sido confirmada oficialmente até agora.
Enquanto isso, o governo acompanha o agravamento das relações bilaterais e interpreta algumas medidas norte-americanas como tentativas de interferência no processo eleitoral brasileiro deste ano.
Soberania e relação com os EUA
No ano passado, Lula também utilizou seu discurso na ONU para afirmar que o Brasil não aceitaria ingerências externas contra suas instituições democráticas e soberanas.
Agora, integrantes do governo esperam que Lula mantenha posição semelhante, porém adote tom mais firme diante do aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Além disso, Lula deverá renovar sua defesa pela reforma do Conselho de Segurança da ONU, reivindicação histórica da diplomacia brasileira e pauta recorrente do presidente.
Nesse sentido, o presidente defende ampliar a participação permanente de países em desenvolvimento no Conselho, incluindo Brasil, México e representantes africanos entre possíveis novos integrantes.
Por fim, Lula deverá defender o fortalecimento do multilateralismo e cobrar maior atuação das Nações Unidas na mediação dos conflitos e preservação da paz mundial.
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