
As centrais sindicais brasileiras divulgaram, nesta sexta-feira (2), nota conjunta em defesa da democracia, da soberania nacional e da integridade do processo eleitoral brasileiro.
No documento, oito entidades criticam a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos, anunciada às vésperas do primeiro turno das eleições brasileiras de 2026.
Além disso, as centrais classificam a medida como desnecessária e excessiva, afirmando que ela contribui para criar um ambiente marcado por medo e insegurança.
As entidades também contestam qualquer possibilidade de interferência estrangeira nas instituições nacionais e defendem o direito soberano dos brasileiros de decidir livremente seus próprios rumos.
Nesse sentido, a manifestação reafirma o compromisso histórico do sindicalismo com liberdades democráticas, livre exercício do voto, integridade eleitoral e respeito ao resultado das urnas.
Por fim, as centrais convocam trabalhadores, trabalhadoras, movimento sindical e sociedade a permanecerem vigilantes na defesa da democracia e da soberania nacional durante as eleições.
“A soberania do Brasil não se negocia!”, afirmam as entidades no encerramento do documento, assinado pelos dirigentes das oito organizações sindicais brasileiras.
Leia, a seguir, a íntegra da nota das centrais sindicais:
Em defesa da democracia e da soberania brasileira: não interfiram em nossas eleições!
A suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 2 de outubro, às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, é desnecessária, excessiva e contribui para alimentar um ambiente de medo e insegurança.
Anunciada sob alegações de segurança, a medida assume caráter de manobra política e pode servir de pretexto para pressões externas.
O Brasil não é quintal de ninguém. Somos uma nação independente e soberana, e nosso processo eleitoral é referência mundial de modernidade, eficiência e exercício da democracia. Não aceitamos tutela, intimidação ou ingerência estrangeira sobre nossas instituições e decisões democráticas.
A luta pelas liberdades democráticas e pelo direito do povo de decidir os rumos da nação está no DNA do sindicalismo brasileiro. Defendemos o livre exercício do voto, a integridade do processo eleitoral e o respeito ao resultado das urnas.
Repudiamos qualquer tentativa de desestabilização, pressão externa ou deslegitimação da escolha soberana do povo brasileiro.
Nesse sentido, conclamamos os trabalhadores e as trabalhadoras, o movimento sindical e toda a sociedade a permanecerem vigilantes em defesa da democracia e da soberania nacional.
A soberania do Brasil não se negocia!
São Paulo, 2 de outubro de 2026
Sergio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Sônia Maria Zerino da Silva, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Alvaro Egea, Secretário-geral da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Nilza Pereira, Secretária-Geral da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, Presidente da Pública Central do Servidor


